domingo, 18 de dezembro de 2011

Parabéns BARCELONA!!!!!" Santos Vergonha Nacional!!!!!





Borges e Neymar falharam.




Nessa linda manhã de domingo, dia em que o corinthiano Airton Senna nos cansou de dar alegrias, o time do santos conseguiu envergonhar não só sua torcida, mas um país inteiro com seu futebol medíocre! Parabéns BARCELONA!!!!!"

Santos . Vergonha Nacional!!!!! , deixei de ir ver um jogo de varzea lá no S.C CORINTHIANS DO RIO PEQUENO para assistir esta porcaria , e se o Barcelona leva-se a sério seria 7x0 no minimo , o Santos um time acuado , covarde , sem padrão tatico uma piada , eles merecem que se lixem.

Além de provocar o Corinthians pela queda precoce na Copa Libertadores, os torcedores desafiaram os espanhóis. Com uma faixa em que estava escrito ‘Arigatô Tolima’, os santistas se referiram ao time colombiano que eliminou a equipe comandada por Tite na repescagem do torneio continental – cujo título foi conquistado pelo Santos e justamente o classificou para o Mundial. Em seguida, eles entoaram canto de provocação ao adversário deste domingo: ‘Barcelona, pode esperar, a sua hora vai chegar’.

A brincadeira não foi bem aceita por um torcedor catalão, que se colocou à frente da concentração de brasileiros e respondeu à provocação. Por algum tempo, o clima esquentou, e algumas pessoas tiveram que intervir para evitar maiores consequências. A estimativa é de que aproximadamente seis mil santistas tenham ido a Yokohama assistir à final contra o Barcelona.

O Barcelona voltou a fazer história e confirmou neste domingo, 18, a sua supremacia no futebol. Atual vencedor da Liga dos Campeões da Europa, a equipe faturou o título do Mundial de Clubes ao golear, com facilidade e uma atuação impressionante, o Santos por 4 a 0 na decisão do torneio, disputada em Yokohama, no Japão.

A goleada, a maior em decisão de Mundiais desde 1961, rendeu ao Barça o o segundo título da competição interclubes. O primeiro veio em 2009, ao derrotar o Estudiantes na decisão, com a mesma base e o mesmo treinador - Pep Guardiola - da final deste domingo. Dessa vez, porém, a conquista veio com mais tranquilidade e foi praticamente definida logo no primeiro tempo. Contra o time argentino, a conquista foi sacramentada apenas na prorrogação.

Com a conquista deste domingo, o Barcelona encerrou a sina de sofrer com times brasileiros no Mundial, já que em 1992 foi derrotado pelo São Paulo, enquanto o Internacional o superou em 2006. O Santos, porém, não conseguiu repetir os feitos dessas equipes do País e adiou o sonho de conquistar o seu terceiro título mundial.

O Barcelona conquistou praticamente todas as competições que disputou sob o comando do técnico Pep Guardiola, com uma equipe liderada em campo pelo astro argentino Lionel Messi. A partir da temporada 2008/2009, o time faturou as três edições do Campeonato Espanhol que disputou, duas Liga dos Campeões, uma Copa do Rei e agora dois Mundiais de Clubes, além de outras torneios menores. E, pelo futebol apresentado neste domingo, o time deve faturar novos títulos nos próximos meses.

O JOGO - Neste domingo, o Barcelona nunca teve a sua vitória ameaçada pelo Santos. A equipe espanhola teve mais de 70% da posse de bola e sufocou o time brasileiro desde o início do duelo. Com trocas de passe em velocidade, envolveu a defesa santista e garantiu a nova conquista logo no primeiro tempo, quando abriu 3 a 0.

O Santos não conseguiu parar o Barcelona, mesmo atuando fechado na sua defesa, que cometeu erros em dois gols da partida. A equipe saiu poucas vezes para o ataque e criou chances efetivas de gol apenas no começo do segundo tempo, mas Borges e Neymar falharam nas finalizações, o que impediu qualquer esperança de reação.

O Santos entrou em campo com uma escalação diferente da que enfrentou o Kashiwa Reysol nas semifinais. O técnico Muricy Ramalho barrou o meia Elano, promoveu a entrada do lateral-esquerdo Léo e escalou o time com três zagueiros: Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval.

Já o Barcelona, que não contou com os atacantes David Villa e Alexis Sánchez, contundidos, escalou a sua base titular, ao contrário do que aconteceu na vitória por 4 a 0 sobre o Al-Sadd, quando alguns jogadores, como Xavi, foram poupados. Além disso, Thiago Alcântara e Fábregas iniciaram a partida.

Como tradicionalmente faz, o Barcelona assumiu o controle do jogo desde o início, trocando passes no campo de ataque em busca de espaços na defesa do Santos, que não conseguia ficar com a posse de bola e atuava recuado. Assim, o time espanhol criou a sua primeira oportunidade aos 12 minutos. Messi fez jogada individual e finalizou de fora da área. O goleiro Rafael espalmou e Thiago ficou com o rebote. Ele chutou e o santista voltou a defender.

O Barcelona começou a definir a conquista do seu segundo título mundial aos 16 minutos, quando abriu o placar da decisão. Xavi deu um lindo passe para Messi, que dominou e tocou por cobertura, na saída de Rafael. Bruno Rodrigo tentou cortar em cima da linha, mas não conseguiu.

O gol não alterou o panorama da partida, com o Barcelona mantendo a posse de bola no campo de ataque contra um Santos com enorme dificuldade para avançar. Assim, com naturalidade, o time catalão fez o seu segundo gol aos 24 minutos. Daniel Alves avançou pela direita e cruzou rasteiro. Bruno Rodrigo não conseguiu cortar o passe e a bola ficou com Xavi, que finalizou, sem chance de defesa para Xavi.

O Santos ameaçou pela primeira vez aos 26 minutos. Paulo Henrique Ganso deu bom passe para Borges, que entrou na área e finalizou rasteiro, para a defesa de Valdés. Apesar desse susto, o Barcelona seguiu com o jogo sob controle e quase ampliou aos 28 minutos, quando Fábregas foi lançado nas costas da defesa e chutou, acertando a trave direita da meta defendida por Rafael. Em seguida, Muricy trocou o lateral-direito Danilo, contundido, por Elano.

Sem perder o controle da posse de bola e trocando passes sem pressa, o Barcelona conseguiu chegar ao seu terceiro gol aos 45 minutos. Messi dominou a bola dentro da área e tocou de calcanhar para Daniel Alves. O brasileiro cruzou e cortou para o meio da área. Messi tentou finalizar, mas não conseguiu. Fábregas, então, ficou com a bola e tocou no canto esquerdo, levando o time catalão a ir ao intervalo com uma expressiva vantagem.

Mesmo com a partida praticamente definida, o Barcelona manteve o mesmo ritmo e estilo de jogo no começo do segundo tempo, com trocas de passes no campo de ataque. E a equipe quase ampliou logo no primeiro minuto, após saída de jogo errada de Edu Dracena. Messi entrou na área e passou para Fábregas que finalizou rasteiro, para defesa de Rafael.

As oportunidades de gol surgiam em sequência. Aos seis minutos, Messi avançou desde o meio-de-campo, driblou seus marcadores e passou para Thiago, que cruzou para Daniel Alves, que cabeceou errado, perdendo boa chance. Dois minutos depois, Fábregas passou para Messi, que finalizou para grande defesa de Rafael.

A partida estava aberta e o Santos respondeu aos nove minutos, com Borges, que recebeu na área e chutou em Valdés. Na jogada seguinte, Iniesta trocou passes com Fábregas e chutou para fora. Aos 11 minutos, Neymar perdeu excelente oportunidade de diminuir. O santista entrou na área e chutou rasteiro, facilitando a defesa de Valdés.

O Santos trocou Borges por Alan Kardec, mas não conseguiu ameaçar o Barcelona, que seguia criando oportunidades. Aos 34 minutos, Daniel Alves acertou a trave. E o time catalão definiu a sua vitória aos 37 minutos ao marcar o quarto gol. O lateral-direito brasileiro passou pela marcação e tocou para Messi, que driblou Rafael antes de finalizar e fazer mais um belo gol. Antes do final do jogo, o Santos ainda trocou Paulo Henrique Ganso por Ibson. A conquista do título mundial pelo Barcelona com uma indiscutível goleada e mais uma atuação de gala, porém, já estava definida.

SANTOS 0 X 4 BARCELONA

SANTOS - Rafael; Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Durval; Danilo (Elano), Arouca, Elano, Paulo Henrique Ganso (Ibson) e Léo; Neymar e Borges (Alan Kardec). Técnico: Muricy Ramalho.

BARCELONA- Valdés; Daniel Alves, Puyol (Fontas), Piqué (Mascherano) e Abidal; Busquets, Xavi, Thiago Alcântara (Pedro) e Fábregas; Iniesta e Messi. Técnico: Pep Guardiola.

Gol - Messi, aos 17, e Xavi, aos 24, e Fábregas, aos 45 minutos do primeiro tempo; Messi, aos 37 minutos do segundo tempo.

Árbitro - Ravshan Irmatov (Usbequistão).

Cartões amarelos - Edu Dracena e Paulo Henrique Ganso(Santos); Piqué e Mascherano (Barcelona).

Público - 68.166 espectadores.

Local - Estádio Internacional, em Yokohama (Japão).

sábado, 17 de dezembro de 2011

Valéria e Janete ."Ai, Como Eu Tô Bandida"

Valéria (Rodrigo Sant'anna) e Janete (Thalita Carauta), que são a principal atração do quadro "Metrô Zorra Brasil"


Valéria  e Janete no Zorra Total.



Há  meses, a Valéria Vasques, mais conhecida pelo bordão “Ai, como eu to bandida”, se tornou a grande febre do Zorra Total. A personagem contracena com Janete (Thalita Carauta) dentro de um metrô, onde protagonizam diversas situações que acabam virando piada. Em entrevista , o ator conta que os dois se conhecem há mais de dez anos e que a dupla de personagens vivida pelos atores saiu da peça de teatro “Os suburbanos”.

“Foi uma questão de sorte, caí no gosto do público com um personagem que já dava certo e que foi para a TV com a mesma qualidade”, afirma o ator. Rodrigo diz que não gosta da fama e que se sente desconfortável com o sucesso. “Ser chamado de Valéria na rua é constrangedor…”, admite.

Valéria e Janete são personagens bem populares, inspiradas no tipo suburbano carioca, que debocham da realidade com cuidado para não ofender o público. A linha é a mesma seguida por Lady Kate (Katiuscia Kanoro), que contracena com Admilson, um pagodeiro romântico que também é encarnado por Sant’Anna.

Esse modelo de personagem popular, que eleva à máxima potência o estereótipo e que dialoga gritando, tem sido o preferido da direção da Globo. A razão, obviamente, justifica-se pela audiência. Valéria “Bandida” tem ajudado o Zorra Total nas noites de sábado. Tanto que o tempo da personagem triplicou e já fica até 15 minutos no ar.

Comenta-se nos bastidores da emissora carioca que Rodrigo e Thalita podem ganhar um programa solo, tamanho o poder que as duas figuras têm, refeltindo-se, inclusive na audiência: 25 pontos, em média.

Antes da esquete surgir, o primeiro bloco do ZT (Valéria e Janete normalmente abrem o programa) não chegava aos 21 pontos no Ibope.Eles começam ganhando um minutinho aqui, outro lá. Logo viram uma atração dentro de outra atração, de tão espaçosos. Impulsionados pela boa audiência, quadros como o do "metrô" do "Zorra Total" (Globo) ocupam quase metade da atração onde nasceram. E caminham em busca de vida própria.

O esquete "Metrô Zorra Brasil", do "Zorra Total", só ganha vagões. A atração, que estreou em maio com pouco mais de dez minutos, hoje ocupa dois blocos do humorístico, somando quase 40 minutos no ar. O "Zorra" tem uma hora de exibição.

Cabe também ao quadro o pico de audiência do programa, que passou dos 20 pontos para os 25 pontos depois da estreia da trupe de Valéria (Rodrigo Sant'anna) e Janete (Thalita Carauta), protagonistas do esquete. Cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo.


"O 'metrô' é um quadro com vários quadros dentro, essa subdivisão de vagões permite a criação de esquetes e personagens".Além disso, há paródias como o funk “Ai, como eu tô bandida” na internet, e expressões como “tá no cutuque” ganharam as ruas.

A atração global ganhou mais destaque quando o Sindicato dos Metroviários de SP, com o apoio da ministra Iriny Lopes, exigiu que a emissora tirasse o quadro de Valéria do ar, por ter um suposto incentivo ao assédio sexual. "Meu trabalho eu faço em prol da alegria", argumenta o artista (Rodrigo Sant'anna) .O sindicato afirma que a atração é um incentivo ao assédio sexual, já que mostra, ao final dos episódios, um homem bolinando a outra personagem, Janete. A Secretaria de Assuntos da Mulher do Sindicato dos Metroviários de São Paulo formalizou à TV Globo , o pedido para retirar do ar o quadro Metrô Zorra Brasil do programa Zorra Total. Segundo a secretaria, há incitação clara de assédio sexual às mulheres.

Ainda de acordo com a secretaria, a iniciativa faz parte de uma campanha contra o assédio sexual. Em nota, a TV Globo afirmou que o humorístico não teve como objetivo incitar qualquer tipo de violência, principalmente contra a mulher, que sempre defendeu em campanhas de conscientização. Leia abaixo, na íntegra, a nota da TV Globo:

"O Zorra Total é um programa humorístico cujos quadros trazem situações fictícias dissociadas da realidade. O quadro em questão não incita qualquer comportamento, muito menos a violência contra a mulher. Seu objetivo é entreter o telespectador, no que, acreditamos, é bem-sucedido. A TV Globo se orgulha de ser um veículo de comunicação que sempre defendeu os direitos da mulher em campanhas de conscientização, no seu conteúdo jornalístico e nas ações de responsabilidade social veiculadas em suas obras de dramaturgia."

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O hasteamento da bandeira da Palestina na Unesco,




A bandeira da Palestina foi hasteada nesta terça-feira, 12, na sede parisiense da Unesco, a primeira agência da ONU que reconheceu esse território como membro de pleno direito.

O hasteamento ocorreu em um ato solene que contou com a presença do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.

Em 31 de outubro, a Conferência Geral da Unesco admitiu a Palestina como membro número 195 da organização.

A adesão foi oficializada no último dia 23, quando a Palestina aceitou a Constituição da Unesco nos Arquivos Nacionais de Londres.

A admissão da Palestina na Unesco foi realizada contrariamente à opinião de alguns países, entre eles os Estados Unidos, que anunciou o congelamento de sua contribuição à organização.

No ato de hasteamento da bandeira também esteve presente o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Maliki; a presidente da Conferência Geral da Unesco, Katalin Bogyay, e a do Conselho Executivo, Alissandra Cummins, entre outras personalidades.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A devassa vai se estender em 22 tribunais.


Donos dos maiores salários do serviço público, magistrados espalhados por tribunais Brasil afora aumentam os vencimentos com benefícios que, muitas vezes, elevam os rendimentos brutos a mais de R$ 50 mil mensais. Levantamento feito nas últimas semanas adianta o que uma força-tarefa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) busca identificar nas folhas de pagamentos de alguns Estados do País.


A radiografia da folha dos tribunais revela centenas de casos de desembargadores que receberam nos últimos meses mais que os R$ 26,7 mil estabelecidos como teto - o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Em setembro deste ano, por exemplo, 120 desembargadores receberam mais do que R$ 40 mil e 23 mais de R$ 50 mil. Um deles ganhou R$ 642.962,66; outro recebeu R$ 81.796,65.

Há ainda dezenas de contracheques superiores a R$ 80 mil e casos em que os valores superam R$ 100 mil. Em maio de 2010, a remuneração bruta de 112 desembargadores superou os R$ 100 mil. Nove receberam mais de R$ 150 mil.

Auxílios, abonos, venda de parte dos 60 dias de férias e outros penduricalhos, muitos isentos da cobrança de imposto de renda, fazem com que alguns tribunais paguem constantemente mais do que o teto de R$ 26,7 mil.

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, os pagamentos mensais superiores a R$ 50 mil são comuns . Em determinados meses, os rendimentos de dezenas de desembargadores superam R$ 100 mil. Os casos de pagamentos elevados são mais comuns no Rio.

No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o pagamento de vantagens, inclusive auxílio-moradia, eleva o pagamento de desembargadores mês a mês a R$ 41.401,95. No Espírito Santo, lei aprovada pela Assembleia Legislativa garantiu aos desembargadores um pagamento de atrasados que aumentam os rendimentos para mais de R$ 30 mil.

Por serem auxílios que não são incorporados ao valor do subsídio dos magistrados, limitado a R$ 26,7 mil, as quantias não são abatidas pelo teto.

De acordo com os dados, há 19 benefícios previstos legalmente, como função gratificada, parcela autônoma de equivalência e pagamento por hora-aula que elevam os salários.

O Tribunal de Justiça do Rio, contactado oito vezes por e-mail e duas vezes por telefone, não se manifestou sobre os dados.

Auxílio-moradia

Em Mato Grosso, o pagamento de auxílio-moradia aos desembargadores, mesmo para os que já moravam no Estado, contribui para aumentar os rendimentos. Dos 26 desembargadores, 24 receberam R$ 41.401,95. Além do salário de R$ 24.117,64, os desembargadores recebem auxílio de R$ 11.254,90 e vantagens eventuais de R$ 6.029,41.

De acordo com a assessoria do tribunal, os valores correspondem a auxílio-moradia, parcelamento do 13.º salário, e abono de férias. O pagamento do auxílio, porém, está sendo contestado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo. Segundo o TJ, o benefício está lastreado em liminares concedidas pelo STF. Por serem decisões provisórias, o pagamento poderá ser julgado ilegal e suspenso.

O tribunal do Mato Grosso do Sul gastou R$ 723 mil em salário e R$ 914 mil em auxílios, vantagens e abonos.


No Tribunal de Santa Catarina, os desembargadores recebem R$ 2.211,13 de auxílio-moradia, além do subsídio de R$ 22.111,25. Apesar da exigência do Conselho Nacional de Justiça, o TJ não divulga quanto cada desembargador recebeu em vantagens e outros auxílios.

Regra

Pela Constituição, os desembargadores podem receber até 90,25% do que é pago a um ministro do Supremo. Mesmo não sendo obrigatório que recebessem o máximo possível. No Espírito Santo, a Assembleia garantiu o pagamento dessa diferença em 2011. De acordo com o tribunal, a lei atende à reivindicação antiga da magistratura.

Em duas frentes simultâneas, o CNJ está investigando as folhas de pagamento dos tribunais de todo o País.

Na semana passada, a Corregedoria Nacional de Justiça iniciou uma devassa na folha de pagamentos do Tribunal de Justiça de São Paulo. A partir de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Corregedoria passou a investigar movimentações suspeitas de 17 magistrados.

A devassa vai se estender por 22 tribunais. Há suspeitas de que valores podem ter sido usados para comprar decisões judiciais.

Em outra frente, a Secretaria de Controle Interno do CNJ faz uma auditoria nas folhas de pagamento em busca de violações ao teto de R$ 26,7 mil. Conforme integrantes do Conselho, a investigação deve se encerrar em 2012 e já foram identificados casos de descumprimento do teto.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ultimas fotos em dezembro 2011 do estádio do Corinthians.
















O naming rights do estádio do Corinthians foi fechado com investidores do Qatar.






As obras na Arena Corinthians não param! E para acelerar ainda mais a construção do estádio, a Odebrecht montou uma fábrica de peças pré-moldadas dentro do canteiro. Ela será fundamental para dar ritmo à obra, já que produzirá pilares e vigas no formato jacaré e vigas estruturais. São as peças mais pesadas e que dariam mais trabalhos para serem transportadas.

Segundo a Odebrecht, empresa responsável pela construção da arena que abrirá a Copa de 2014, começaram a ser instaladas as primeiras vigas "jacaré" no edifício leste, onde ficarão os assentos principais da futura arquibancada inferior daquele setor. Elas são peças pré-moldadas com formato denteado e são fixadas onde ficaram os degraus.

As vigas jacaré serão feitas em quatro tamanhos, que podem variar de 80 cm a três metros de altura, e peso entre três e 50 toneladas. Após serem produzidas, elas passam a ser encaixadas nos blocos e pilares que estão sendo colocados no futuro estádio.

"As vigas estão sendo produzidas na fábrica de pré-moldados, localizada dentro do canteiro de obras, com área de 7.500 metros quadrados onde trabalham 45 pessoas durante o primeiro turno e 15 operários no turno da noite, até às 23h20.
Com um estoque de mais 56 peças, faltam ainda mais oito para completar as 64 vigas que sustentarão a arquibancada inferior leste", disse a empresa em comunicado oficial.

Termina no próximo dia 30 de dezembro o prazo para dar entrada com pedido de financiamento junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção de estádios que serão usados na Copa do Mundo de 2014. Dois clubes que estão preparando estádios para o Mundial, Corinthians e Internacional-RS, ainda não entraram com o pedido.

A linha Pró-Copa Arenas, do banco estatal, empresta até R$ 400 milhões com juros reduzidos e condições facilitadas àqueles que estão erguendo as arenas. Nove dos 12 estádios contarão com o dinheiro. O governo do Distrito Federal resolveu abrir mão do financiamento, que incorre em se submeter ao controle dos órgãos federais de fiscalização do uso de dinheiro público.

Já o Corinthians, que está erguendo um estádio de R$ 820 milhões na zona Leste de São Paulo, e o Internacional-RS, que está reformando o seu Beira-Rio a um custo estimado de R$ 290 milhões, contam com este dinheiro para erguer suas arenas, mas veem o tempo para efetuar o negócio se esvair.

É que o BNDES exige uma série de garantias e condições para liberar o financiamento. O caso do Inter parece ser mais preocupante, visto que o clube ainda não firmou o contrato com a empreiteira que está à frente da reforma do Beira-Rio, a Andrade Gutierrez. Sem ele, é impossível obter o empréstimo, já que o banco estatal exige uma garantia de 130% do valor emprestado por parte do tomador, e o Inter não teria como oferecê-la.

Além disso, o empréstimo tem que ser feito através de um banco intermediário, que receberia a garantia do tomador final e assinaria o contrato com o BNDES. Assim, o Inter tem 15 dias para fechar o negócio com a Andrade Gutierrez, entrar em acordo com um banco intermediário, oferecer a garantia de 130% do valor emprestado e levar toda a documentação ao banco estatal de fomento.

No caso do Corinthians, o acordo com a empreiteira já está concluído. Trata-se da baiana Odebrecht. Segundo fontes internas da empresa, já existe um plano financeiro montado para viabilizar o financiamento. “O projeto financeiro já está pronto. A construtora lançará um fundo imobiliário para grande investidores. Além disso, oferecerá o direito a parte da receita da nova arena, incluindo o patrocínio comercial (uma empresa privada poderá batizar estádio)", afirma uma fonte próxima às negociações.

"Está sendo criada uma empresa específica para receber esse dinheiro do BNDES, juridicamente enquadrada como Sociedade de Propósito Específico (SPE). O dinheiro sairá em nome dessa sociedade e as garantias serão oferecidas pela Odebrecht”, revelou o negociador. No caso da operação privada entre Odebrecht e Corinthians, a barreira das garantias vem sendo a rocha mais dura no caminho dos engenheiros do novo Itaquerão.

Mas não é a única. O clube paulista ainda ainda não obteve uma certificação de sustentabilidade e responsabilidade ambiental da obra. A obtenção de um "selo verde" é obrigatória para se pleitear o empréstimo do BNDES, que estava previsto na arquitetura financeira do estádio apresentada pelo Corinthians à Fifa, quando a entidade que controla o futebol mundial ainda escolhia qual seria a cidade-sede que receberia o jogo inaugural da Copa.

Dos 11 estádios que planejam contar com a linha de financiamento do banco estatal, apenas o do time paulista ainda não contratou um serviço de certificação de sustentabilidade. Para Felipe Faria, gerente de relações institucionais do Green Building Council Brasil (GBC), grupo procurado pelas outras dez arenas para gerir o processo de certificação, a demora do Corinthians em dar início ao processo é preocupante.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Seu Sete Rei da Lira

Jackson do Pandeiro fornece seu depoimento sobre o Seu Sete Rei da Lira no Especial da TV Cultura SP , MPB Especial , de 1973, que depois mudaria seu nome para Ensaio, ainda que sob o mesmo diretor, Fernando Faro.





Seu Sete  Rei da Lira é uma manifestação de exu, um orixá das religiões afro-brasileiras. Era incorporada pela mãe-de-santo Dona Cacilda de Assis, no início da década de 1970.

A entidade obteve destaque na mídia brasileira a partir da apresentação ao vivo, pela TV Globo e pela extinta TV Tupi, de sessões que causaram viva polémica:
"Logo em seguida, no dia 29, último domingo de agosto [de 1971], aconteceu o episódio que mexeu de vez com a suscetibilidade e os brios dos partidários da censura. A disputada mãe-de-santo Dona Cacilda de Assis (que recebia  o espírito do 'Seu Sete da Lira', um exu da Umbanda) transformou os estúdios da Globo e da Tupi em verdadeiros terreiros de macumba. 'Embora as apresentações diferissem,' relatou o Estado de São Paulo (3 Set. 1971, 4), 'o espetáculo em si foi o mesmo: os umbandistas de 'Seu Sete' invadiram o palco (baianas, cantores, pessoas bem vestidas, em 'relações públicas'...) num tumulto indescritível.'

A Censura qualificou a apresentação de 'Seu Sete' de 'baixo espiritismo, exploração da crendice popular e favorecimento da propaganda do charlatanismo'; a Igreja [Católica], por intermédio do secretário geral da CNBB, declarou que a 'inclinação à transcendência do povo brasileiro' estava sendo utilizada por 'indivíduos sem escrúpulos, em atividades pseudo-religiosas' (Jornal da Tarde, 3 Set. 1971; apud Mira, 1995, 36)."

À época, afirmou-se que a então a primeira-dama D. Cyla Médici, esposa do presidente Emílio Garrastazu Médici, teria mergulhado em transe, enquanto assistia ao programa (Costa et al., 1986, 249) (op. cit.).
Como consequência, ambas as emissoras de televisão assinaram um protocolo de auto-censura à época.


O nome da entidade também se liga a um momento da carreira do cantor Tim Maia, no início daquela década, quando era adepto da seita Universo em Desencanto, liderada por Manuel Jacinto Coelho.


A fama do Exu Sete Rei da Lira que baixava em Mãe Cacilda começou a crescer rapidamente devido à característica inusitada de suas giras - onde todo tipo de música poderia ser cantada e tocada - e no uso impressionante da ingestão de vários litros e litros de "marafo", além da roupa ritualística bordada em veludo preto, botas, capas e cartola. Quem presenciou a manifestação deste espírito se impressionou com o magnetismo e com a capacidade de movimentação das pessoas que acorriam ao seu templo, em Santíssimo, um bairro do Rio de Janeiro. Corriam as notícias de boca a boca, dos casos de cura de doenças gravíssimas etc e rapidamente a gira de seu Sete chegou à marca impressionante de mais de cinco mil pessoas por rito.


Compositora e escritora, Mãe Cacilda tinha um programa na Rádio Metropolitana de Inhaúma e o caso é que a fama de seu 7 se espalhou tanto que artistas como Tim Maia, Freddie Mercury e o grupo Kiss estiveram por lá sabe-se lá por qual razão, até que um dia alguém foi até o terreiro e desafiou o Exu a baixar em rede nacional. Ao contrário do que se esperava, o seu Sete concordou e foi aí que o "dendê ferveu"!


Incorporada pelo Exu "Seu" 7 Rei da Lira Cacilda havia transformado os programas de Chacrinha e Flávio Cavalcanti num verdadeiro ritual de Kimbanda, daqueles mais bravos. Não se questiona aqui a veracidade da presença do Exu naqueles momentos, ou se é válido esse tipo de exposição ou de manifestação em público, mas há a verdade inquestionável de que algum poder realmente tomou conta das pessoas naqueles programas, pois platéia, cantores, assistentes de câmera, seguranças, contrarregras e outros entraram em transe, desmaiaram ou foram "mediunizados" por exus e outras entidades.


Inabalável, seu Sete da Lira após "tocar a macumba" no programa de Flávio Cavalcanti, sem desincorporar saiu de carro dos estúdios da TV Tupi acompanhado por seus cambonos e foi até os estúdios da Rede Globo no programa do Chacrinha e nem bem entrou no palco, o mesmo fenômeno aconteceu: Chacretes, músicos, diretores e outros entraram em transe.


O próprio Chacrinha, o rei da caricatura e da esbórnia ficou sem ação, conforme o relato do professor universitário Paulo Duarte: "(...) me causou espanto, assistir, há dias àquele espetáculo de 'Seu Sete', apresentado como se fosse um retrato do Brasil: uma 'mandingueira' de cartola e charuto, espargindo cachaça pela multidão em transe, como um sacerdote o faz com água benta. Um adolescente entrou para colaborar, quando foi 'tomado' diante da Mãe de Santo. Esta, que já bebera em público largos goles de pinga, esborrifou-lhe o rosto com um pouco da bebida, aos efeitos mágicos da qual o moleque voltou à razão em meio ao alvoroço da multidão, sob o patrocínio de um Chacrinha mais inconsciente que legítimo".


Na Censura Federal centenas de telefonemas de protestos e de narrativas de pessoas que haviam entrado em transe em suas casas entupiram as centrais telefônicas, a Igreja Católica constrangida reuniu sua cúria para debater o problema e a concessão das duas emissoras de TV quase foram suspensas pelo governo, alegando a defesa da "moralidade" e dos "bons costumes".

Na verdade, o que podemos concluir é que a Umbanda e as religiões afrobrasileiras fazem parte de uma parcela do imaginário brasileiro - principalmente a Kimbanda - que se for colocada à mostra em sua totalidade, pode gerar efeitos inesperados no senso comum e padrão das classes sociais e religiosas acomodadas, pois raramente se viu na história da cultura brasileira a religiosidade das classes subalternas manifestar-se de modo tão expontâneo e incontrolável e ainda, em escala nacional, como foi feito pelo Sr. Exu da Lira e só por ele, sozinho!


Pela primeira vez na história do país, cujo Estado e cujas classes dirigentes desfiam ao longo dos tempos uma compreensão e narrativa eurocêntrica sobre si mesmos, a sociedade brasileira se viu obrigada e se olhar no espelho tão profundamente que não aguentou se ver tão frágil e desnuda frente aos efeitos do trabalho de um Exu Guardião. E as reações subsequentes revelaram ainda posicionamentos elitistas arraigados nas velhas estruturas de dominação e da luta de classes no plano das representações simbólicas. Entre o próprio povo do santo a coisa se dividiu: em conversa com nosso querido amigo, o pai Pedro Miranda, esse nos relatou que certas "cúpulas" umbandistas da época recusaram-se a tentar entender o fenômeno "da Lira" e também tentaram abafar o caso...


Mas o evento mais grave e interessante aconteceria longe, no centro do poder: estavam assistindo aos programas o então presidente Médici e sua esposa D. Cyla. Indignado, o general iria tomar algumas "providências" contra Mãe Cacilda, quando, subitamente, ao seu lado, D. Cyla, incorporada, dá uma sonora gargalhada, pede uma rosa, uma champanhe e diz pro presidente não mexer com quem não podia...

Bastidores do Brasil... bastidores da Kimbanda...

Ao sr. Sete Rei da Lira: Mojubá Exu!!

Obs.  no  dia  citado  ,  o  Chacrinha  falou  aos  telespectadores  que   prepara-se um  copo  com  agua  para  tres    pedidos  ,  e  pelo  que  sei  funcionou.
Creditos  em  parte  a

 http://caminhosnaumbanda.blogspot.com/2010/11/o-incrivel-caso-do-exu-7-da-lira.html

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Seyyed Hassan Nasrallah , Israeli war against Lebanon .







Hezbollah Secretary General Seyyed Hassan Nasrallah has described the possibility of another Israeli war against Lebanon as faint, saying the country is well-prepared to defeat Israel.


Addressing a gathering marking the Martyr's Day on Friday, Nasrallah said his assertion was not because Israel had improved for the better or due to nor pressure from the international community on Tel Aviv but because Lebanon has become a strong country capable of transforming threats into opportunities.

He said that the Lebanese people, Army and Resistance fighters are fully prepared to defend the country and defeat the enemy. He also described rumors and speculation about an Israeli attack on Lebanon as a means to intimidate the Lebanese people.

Nasrallah said that the current sense of security and safety felt in Lebanon, even in the southern part of the country despite having a hostile neighbor like Israel is the result of the sacrifices made by Resistance fighters.

He stressed that Hezbollah fighters are always vigilant and ready to counter Israeli threats.

Hezbollah marks 11/11 every year to commemorate the Martyr's Day.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

È CAMPEÃO .

"Porque Corinthiano não vive de títulos. Corinthiano vive de Corinthians."

"Porque Corinthiano não vive de títulos. Corinthiano vive de Corinthians."



Socrates, former Brazilian soccer star and TV commentator, dies at 57On and off the field, former Brazilian soccer star Socrates stood out. His elegant style and deep involvement in politics set him apart from the players of his time and of today.

He was mostly known for his performance during the 1982 World Cup, when he captained Brazil — regarded by many as the best team ever not to win the sport’s showcase tournament.
He was also widely known for his drinking, which he publicly admitted caused the health problems that helped lead to his death on Dec. 4 at age 57. According to a statement from a hospital in Sao Paolo, the cause was septic shock.

After retiring from soccer, Socrates became a doctor and, later, a popular TV commentator and columnist.

Since his playing days, Socrates never kept his politics to himself and often wrote about the subject in his columns. Known as “Dr. Socrates” because of his practice of medicine, he was constantly in demand among local media for interviews.

While with Corinthians, Socrates spearheaded a movement called the Corinthians Democracy, in which players protested the long periods of confinement required by the club before matches. It quickly became a broader protest that coincided with Brazil’s fight to overturn a military regime in the 1980s.

The tall, full-bearded playmaker also was a member of the Brazilian squad in 1986 in Mexico, but it was in 1982 in Spain that he made history with Brazil. The team is considered one of the greatest in World Cup history, but fell to Italy 3-2 in the second round, despite needing only a draw to advance to the semifinals.

Socrates wrote a series of columns for the Associated Press during the 2011 Copa America in Argentina, expressing his views on all aspects of the tournament, including economic and political issues in Latin America.

“It’s not just about the game itself,” Socrates said before the competition began. “Before anything, [football] is a psychological battle, the human aspect plays a significant role.”

Socrates, whose full name was Socrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, also played for Flamengo and Santos.

He was included in FIFA’s list of the best 125 living soccer players in the world, a list compiled by countryman Pele. Socrates played 63 matches with the national team, scoring 25 goals.

Always clever with the ball at his feet, Socrates had a trademark move — the back-heel pass — and he set up and scored many goals with it throughout his career.

Survivors include his wife and six children. Socrates’s younger brother Rai, another Brazilian midfielder, helped Brazil win the 1994 World Cup in the United States.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dilma Rousseff . Após tortura éra interrogada ,

Após  tortura  Dilma Rousseff   éra interrogada  .
Os arquivos secretos da Marinha .

Uma foto inédita da presidente Dilma Rousseff foi divulgada neste sábado. A imagem registra uma audiência em novembro de 1970. Após 22 dias de tortura, a atual presidente da República era interrogada na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro.

Dilma aparece em destaque, com os oficiais que a interrogavam cobrindo os rostos. A foto faz parte do livro "A vida quer coragem", do jornalista Ricardo Amaral. A publicação, que será lançada ainda na primeira quinzena de dezembro, narra a história de Dilma desde a guerrilha até a presidência do Brasil. Hoje com 63 anos, a petista aparece na foto com 22.

Uma caixinha de papelão do tamanho de um livro guardou por mais de três décadas uma valiosa coleção de segredos do regime militar implantado no Brasil em 1964. Escondidas por um militar anônimo, 2.326 páginas de documentos microfilmados daquele período foram preservadas intactas da destruição da memória ordenada pelos comandantes fardados. Os papéis copiados em minúsculos fotogramas fazem parte dos arquivos produzidos pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar), o serviço secreto da força naval. Ostentam as tarjas de “secretos” e “ultrassecretos”, níveis máximos para a classificação dos segredos de Estado e considerados de segurança nacional.

Obtido com exclusividade , o material inédito possui grande importância histórica por manter intactos registros oficiais feitos pelos militares na época em que os fatos ocorreram. Para os brasileiros, trata-se de uma oportunidade rara de conhecer o que se passou no submundo do aparato repressivo estruturado pelas Forças Armadas depois da tomada do poder em 1964. Muitos dos mistérios desvendados pelos documentos se referem a alguns dos maiores tabus cultivados pelos envolvidos no enfrentamento entre o governo militar e as organizações de esquerda.

surpreendentes estão nas pastas rotuladas de “Secretinho”, uma espécie de cadastro dos espiões nas organizações de esquerda. Fichas e relatórios do Cenimar identificam colaboradores da ditadura, homens e mulheres, que atuavam infiltrados nas organizações que faziam oposição, armada ou não, ao regime militar. Agiam dentro dos partidos, dos grupos armados e dos movimentos estudantil e sindical. O trabalho dos informantes e agentes secretos era pago com dinheiro público e exigia prestação de contas. Muitos infiltrados eram militares treinados pelos serviços secretos das Forças

Armadas que atuavam profissionalmente. Outros foram recrutados pelos serviços secretos entre os esquerdistas, por pressão ou tortura. Havia ainda dezenas de colaboradores eventuais, simpatizantes do regime, que trabalhavam em setores estratégicos, como faculdades, sindicatos e no setor público. A metódica organização da Marinha juntou relatórios, fotografias, cartas e anotações de agentes e militantes.


Reveladores, os papéis microfilmados divulgados antecipam alguns dos debates mais importantes previstos para a Comissão da Verdade, cuja lei de criação foi sancionada recentemente pela presidente Dilma Rousseff. Aprovada pelo Congresso, a comissão foi criada com o objetivo de esclarecer os abusos contra os direitos humanos cometidos, principalmente, durante a ditadura militar. Se investigar a fundo o que se passou nas entranhas do aparato repressivo, chegará à participação de militantes de esquerda nas ações que levaram à prisão, à morte e ao desaparecimento de antigos companheiros.


Durante a luta armada, as acusações de traição muitas vezes determinaram justiçamentos, com a execução dos suspeitos pelos próprios integrantes das organizações comunistas. Isso aconteceu com Salathiel Teixeira, militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que integrou o revolucionário Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), dissidência do “Partidão” que migrou para a luta armada. Salathiel terminou morto por companheiros por suspeita de ter fornecido, sob tortura, informações aos órgãos de repressão. Os documentos da Marinha mostram como Maria Thereza, funcionária do antigo INPS do Rio de Janeiro e amiga de Salathiel, foi recrutada e paga para ajudar a prendê-lo em 1970. A prisão de Salathiel foi chave para a prisão de dirigentes do partido .


O Cenimar representava a Marinha na poderosa comunidade de informações do governo militar, que incluía também os serviços secretos do Exército, da Aeronáutica, da Polícia Federal e das polícias Civil e Militar. O marco inicial da estruturação dessa rede que investigava e caçava inimigos dos militares foi a criação do Serviço Nacional de Informações (SNI), em 1964, pelo então coronel Golbery do Couto e Silva, um dos homens fortes dos governos dos presidentes Humberto de Alencar Castelo Branco, Ernesto Geisel e João Figueiredo.


Para compreender bem o confronto sangrento entre as Forças Armadas e as organizações de inspiração comunista, é necessário lembrar o contexto da época. O mundo vivia a Guerra Fria, período de polarização ideológica em que Estados Unidos e União Soviética disputavam o controle de regiões inteiras do planeta. O Brasil importou o conflito internacional. O governo militar tinha o apoio dos Estados Unidos, e parte da oposição aderiu aos regimes comunistas, com forte influência de Cuba e China. O PCB se dividiu em dezenas de siglas adotadas por grupos radicais que adotaram a luta armada como instrumento para a derrubada dos militares.

O PCB defendia a via pacífica para a chegada ao poder. Nem assim escapou da perseguição do aparato repressivo e muitos de seus seguidores foram mortos e desapareceram com a participação direta da comunidade de informações. Dentro do PCB sempre se soube que a ação de agentes infiltrados teve grande responsabilidade nas prisões dos comunistas. Os documentos do Cenimar revelam que um discreto dirigente do PCB em São Paulo, Álvaro Bandarra, fez um acordo com os militares em 1968 para colaborar com a caçada aos integrantes do partido.


Os documentos do Cenimar mostram ainda como agiram os espiões para ajudar no desmantelamento de algumas das dissidências do PCB. Os agentes infiltrados pela Marinha tiveram importante participação na derrocada do PCBR, da Ação Libertadora Nacional (ALN), da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e da Frente de Libertação Nacional (FLN). Os militantes viviam escondidos em casas e apartamentos, chamados por eles mesmos de “aparelhos”.

Num tempo em que não havia telefone celular nem internet, marcavam locais de encontro, conhecidos como “pontos”, com semanas ou meses de antecedência para garantir o funcionamento das organizações. Num desses “pontos”, descoberto por um agente secreto de codinome “Luciano”, morreu Juarez Guimarães de Brito, um dos líderes da VPR, procurado pelo governo por ter comandado o lendário assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros.


Os arquivos da Marinha revelam também como os comunistas subestimaram a força da ditadura e cometeram erros infantis que facilitaram o trabalho da repressão. Num tempo em que os grampos telefônicos já eram comuns, guerrilheiros tramavam ações armadas e falavam despreocupadamente ao telefone. Também convidavam para participar de grupos de ação armada pessoas que mal conheciam, o que facilitou a infiltração dos agentes secretos.

A fragilidade das organizações de esquerda permitiu a infiltração do fuzileiro naval Gilberto Melo em entidades do movimento estudantil no Rio de Janeiro.

A história de Gilberto guarda grande semelhança com a do mais conhecido dos agentes duplos da ditadura, José Anselmo dos Santos, conhecido por “Cabo Anselmo”. Anselmo se tornou conhecido ainda antes do golpe como presidente da Associação dos Marinheiros, um dos focos de agitação durante o governo de João Goulart, e depois se infiltrou em organizações da luta armada como informante da repressão. Gilberto passava os dias perambulando pelo restaurante Calabouço, local de encontro dos estudantes e de organização das manifestações contra o regime militar. Ele viu quando o secundarista Edson Luiz Lima Souto foi morto durante uma manifestação por policiais no Calabouço, com um tiro no peito, no dia 28 de março de 1968.


Nos dias seguintes à morte de Edson Luiz, Gilberto, conhecido no Cenimar como Soriano, participou das manifestações desencadeadas pelo assassinato, que culminaram na famosa passeata dos 100 mil, em junho de 1968, no Rio de Janeiro. Gilberto incorporou tanto o disfarce que terminou preso duas vezes. Foi espancado e torturado como se fosse um esquerdista. Nunca revelou que era agente secreto. A morte de Edson foi um dos fatos mais marcantes daquele período, que culminou com o recrudescimento da repressão pelo regime militar e a implantação do Ato Institucional Número 5 (AI-5) no final de 1968.


Os papéis microfilmados constituem um valioso acervo para a compreensão dos métodos empregados pelos órgãos de repressão. Por razões óbvias, nos registros não constam as práticas mais hediondas, como tortura, prisões ilegais, assassinatos ou desaparecimento de pessoas. Mas eles têm o mérito de expor personagens e mostrar o roteiro das perseguições aos inimigos do regime.

 Os relatórios do Cenimar também registram o envolvimento de oficiais da Marinha. Eles controlavam a rede de espiões espalhados pelo país, chefiavam as equipes de busca e coordenavam os interrogatórios. “Documentos que mostram relatórios de informantes, contratações e atuação direta são raros”, afirma Carlos Fico, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um dos principais historiadores do período militar. “Provavelmente (esses documentos) deveriam ter sido expurgados. Por algum motivo, alguém os salvou.”


O expurgo mencionado por Fico foi concretizado no acervo do Centro de Informações da Aeronáutica (Cisa). O Cisa fazia o mesmo trabalho do Cenimar. Também tinha agentes e controlava elementos infiltrados em organizações de esquerda. No início do ano, o Arquivo Nacional abriu a consulta aos documentos acumulados pelo Cisa e entregues um ano antes pela Aeronáutica. Mas quem for até lá em busca de documentos como os do Cenimar vai se decepcionar.

Não há nada que leve à identidade de agentes e informantes, seus relatórios, comprovantes de pagamentos, material que existe fartamente nos arquivos . Procurada, a Marinha afirmou desconhecer os documentos do arquivo secreto. “Não foram encontrados, no Centro de Inteligência da Marinha, registros pertinentes aos questionamentos apresentados”, afirmou o contra-almirante Paulo Maurício Farias Alves, diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha.


Até hoje, a história da ditadura militar no Brasil se revelou aos poucos, em imprevisíveis divulgações de documentos, relatos contraditórios de militares e incompletas declarações dos perseguidos pelo regime militar. Menos de três décadas depois de restaurada a democracia, ainda existem importantes segredos.

Liu & Léu













 
Liu & Léu é uma dupla de música sertaneja brasileira formada pelos irmãos "Lincoln Paulino da Costa" e "Walter Paulino da Costa" em 1959 na pequena cidade de Itajobi do estado de São Paulo.

São uma das duplas sertaneja mais antigas ainda em atividade.

Membros de uma família tradicional de cantadores de nove irmãos, sendo duas mulheres, cresceram na lavoura de café e cereais, onde viveram parte de suas vidas e sempre participando de festas de catiras. Na dança da catira o grupo era formado pelas famílias Costa e Vieira. Lincoln, além de dançar catira, era romântico; gostava de declamar poesias e até de cantar músicas de Vicente Celestino.

Walter aos seis anos de idade subia numa cadeira para cantar com o irmão mais velho, o Benedito, e já fazia parte do time de catira. Com 16 anos fez dupla com um amigo e participavam de programas na Rádio de Novo Horizonte e também em Catanduva. Nesta época a dupla chamava-se “Sampaio e Nenê Cunha”. Faziam shows pela região, e o Liu participava declamando poesias e fazendo humorismo.

O pai, seu Gabriel já cansado deixou a vida dura da lavoura indo para a cidade, foi aí que os dois irmãos decidiram ir para a capital São Paulo para trabalhar numa metalúrgica, a Mercantil Suíça. Aguardando para assumirem o trabalho foram assistir a festa de aniversário do programa “Brasil Caboclo” na Rádio Bandeirantes, na rua Paula Souza, programa de auditório que ia ao ar diariamente as 7 horas da manhã.

Neste programa radialistas como Biguá, Zacharias Mourão, Capitão Balduíno e outros tomaram conhecimento que os dois visitantes eram irmãos de Zico & Zéca e primos de Vieira e Vieirinha que já eram duplas famosas, pediram para que os dois irmãos cantassem uma música. Foi então que cantaram com instrumentos emprestados a música de Dino Franco e Sebastião Victor “Meu Ranchinho”. De agrado geral, marcou-se ali mesmo a estréia para o dia 5 de novembro de 1957, no programa “Novidade Sertaneja” apresentado por Zacharias Mourão. Compraram uma viola e um violão e escolheram os nomes. O Lincoln já era apelidado por “Liu” e aí foi só acrescentar “Léu” para o Walter. Nascia ali a dupla Liu e Léu.

A dupla tornou-se conhecida pelos circenses através do rádio, e começaram a se apresentar em circos pelos Estados de São Paulo,Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso, acompanhados durante um bom tempo pelo amigo e grande radialista Muibo Curi que se apresentava como humorista usando o nome de Nho Tião.

Em abril de 1959 convidados por Teddy Vieira diretor artístico da Chantecler gravaram o 1º 78 rotações com a moda de viola “Rei do Café” de Teddy Vieira e Carreirinho e do outro lado “Carreiras de Cururu” de Piraci, Biguá e Teddy Vieira. Em Junho do mesmo ano gravaram a toada “Boiadeiro Errante” de Teddy Vieira (música que se tornou um clássico, personalizando a dupla e mantendo-se em sucesso permanente) na outra face do disco a música “Baile na Roça” de Teddy Vieira e Zico.

Com o término do compromisso na Rádio Bandeirantes, transferiram-se para a Rádio Nove de Julho participando semanalmente do programa “Prelúdio Sertanejo”, que ia ao ar as seis horas da tarde com auditório, até o ano de 1962 período em que gravaram mais 6 discos de 78 rotações. Neste mesmo ano houve grandes mudanças, gravaram o 1º LP intitulado “Nosso Rancho” pela gravadora Continental, receberam o troféu pela música “Meu Ranchinho” de Dino Franco e Sebastião Vitor de Melhor Música do Ano.

Em seguida foram para a Rádio Nacional de São Paulo permanecendo lá durante muitos anos. Liu e Léu participaram também do primeiro programa “Viola Minha Viola” na TV Cultura. Contratados pela Rádio Record participavam do Programa “Linha Sertaneja Classe A” e paralelamente apresentavam-se em programas de televisão.

Em 1978 Liu e Léu, criam o selo Tocantins onde lançaram vários artistas, e a própria dupla, destacando neste período os sucessos: Sementinha, Mãe de Carvão, O Ipê e o Prisioneiro, Jeitão de Caboclo, Ano 2000, Porta, Cadeia de Papel, Velho Pouso de Boiada, Prato do Dia, 25 de Dezembro e Legítimo Doutor.

Ao todo somam-se 32 LPs pelas gravadoras Continental, Chantecler, RCA Victor, Copacabana e Tocantins, e 17 CDs em várias outras.

Ao longo da carreira permanecem em destaque as músicas, Rei do Café, Boiadeiro Errante, Adeus Minha Terra, Rainha do Paraná, Caminheiro, Dona Saudade, Onde Eu Moro, Buscando a Felicidade e outros.

Em 2002 é lançado o CD “Jeitão de Caboclo” pela gravadora Atração, que em 2003 recebe a indicação para o Grammy Latino na categoria de “Melhor Álbum de Música Regional”.

No ano de 2005 participaram, na casa de shows Olímpia, da gravação do DVD 100% Caipira com a música “Jeitão de Caboclo”.

O mais recente trabalho é lançado agora, no ano de 2009 pelo selo Tocantins, intitulado “50 Anos”.

==Discografia==

1962 – Nosso Rancho (Caboclo)
1963 - Felicidade de Caboclo (Caboclo)
1965 – Dona Saudade (Chantecler)
1966 – Onde eu Moro (Chantecler)
1967 – A Coroa do Sucesso (Chantecler)
1967 – Paulistas x Mineiros (Com Duo Guaraní) (Chantecler)
1968 - Minhas Trovas (Chantecler)
1969 – Perto do Coração(Chantecler)
1969 – Rainha do Paraná (Chantecler)
1970 – Liu e Léu (RCA Camden)
1970 – Boiadeiro Errante (Disco Lar)
1971 – Minha Terra (RCA Camden)
1972 – Amarga Saudade (Tropicana)
1972 – E vamos nós (Chantecler)
1973 – O Menino da Porteira (Tropicana)
1973 – Liu e Léu (Tropicana)
1973 – Amanhecer na Minha Terra (Continental)
1974 – Liu e Léu (Cartaz)
1974 – Gente que eu Gosto (Continental)
1975 – Porque Te Amo (Continental)
1976 – Dona Saudade (Chantecler)
1976 - Liu e Léu (Continental)
1976 – Caboclo Abençoado (Beverly/AMC)
1977 – Mulher da Minha Vida (Beverly/AMC)
1977 – Caminheiro (Continental)
1978 – Edição Limitada (Phonodisc)
1979 – Os Grandes Sucessos (Chantecler)
1980 – Sementinha (Tocantins)
1980 – Seleção de Ouro (Tocantins)
1981 – Adeus Minha Terra (Tocantins)
1981 – Boiadeiro Errante (Chantecler)
1983 – O Ipê Florido (Tocantins)
1984 – Jeitão de Caipira (Tocantins)
1986 – Cadeia de Papel (Tocantins)
1989 – Mãe de Carvão (Tocantins)
1994 – Som da Terra (Chantecler/Warner)
1994 – Som da Terra – Segunda Edição (Chantecler/Warner)
1996 – Ano 2000 (Tocantins)
1997 – Tardes Morenas de Mato Grosso (Tocantins)
1997 – O Rei do Gado (Tocantins)
1997 – Raízes Sertanejas (EMI)
1997 – Liu e Léo (Sabía)
1997 – Luar do Sertão (RCA/BMG)
1999 – Saudade da Minha Terra (Allegretto)
2000 – Raízes da Música Sertaneja (Chantecler/Warner)
2001 – Grandes Sucessos – Volume 01 (Movieplay)
2001 – Grandes Sucessos – Volume 02 (Movieplay)
2001 – Sucessos que Sempre Marcam (Chantecler/Warner)
2001 – O Ipê Florido (Tocantins)
2002 – Adeus Minha Terra (Tocantins)
2002 – Alma Sertaneja (EMI)
2002 – Jeitão de Caboclo (Atraçao)
2003 – O Dom se Ser Caipira (Com Zico E Zéca e As Galvão)
2004 – Coleção Classe A (Laser Records)
2009 – Liu e Léu - 50 anos (Tocantins)

Geladeiras a querosene.

Não é porque voce nunca viu que nunca existiu.
Anúncio de refrigerador a querosene publicado na revista carioca O Cruzeiro em 17/12/1955.



Ainda nos anos 20, surgiram as famosas geladeiras a querosene. O combustível aquecia uma mistura de água com amônia. Essa se desprendia, sendo forçada, em estado gasoso, a passar por uma serpentina. A máquina continua a ser usada onde não há eletricidade.

Para locais que não tem gás ou eletricidade como fonte de energia, os ciclos de refrigeração conhecido como super fex e true code são convenientes. O ciclo usado no sistema de absorção intermitente é similar ao princípio de Faraday, mas tem algumas propriedades diferentes.

Na figura , a amônia misturada com água em um tanque vedado ou gerador. Em seguida um queimador a querosene o aquece. O calor vindo do queimador retira a amônia da mistura na forma de vapor. Este vapor é forçado pra cima por uma bomba através de um condensador. O condensador fica imerso em um tanque de água no alto do refrigerador.

A água contida no tanque refrigera o vapor de amônia contido no condensador que se condensa a uma pressão alta. Esta amônia líquida flui através de um cano para um tanque (na figura: "liquid receiver"). A partir daí ela passa para o evaporador, que é imerso em sal moura. O tanque é isolado termicamente.

O processo continua por um curto espaço de tempo até que o querosene acabe. O absorvedor esfria até a temperatura do sistema, entretanto a amônia evapora em temperaturas mais baixas no evaporador, isto ocorre porque como o gerador esfria ele tende a reabsorver o vapor de amônia. Portanto isso reduz a pressão e permite que a amônia líquida no evaporador entre em ebulição a uma temperatura baixa. Esta ebulição causa o efeito de refrigeração desejado.





Querosene  Jacaré  . Lata Antiga .
Geladeira Ibesa A Querosene
GELADEIRA SUECA ELECTROLUX A QUEROSENE 


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O que são custas processuais?



"1- O que são custas processuais?

As custas são o montante correspondente às despesas decorrentes da tramitação do processo, em regra pagas pela parte vencida.

Custas processuais são taxas judiciárias devidas pela prestação de serviços públicos de natureza forense, ou seja, para o julgamento da ação ou recurso. Seu valor, quando devido, será uma quantia única paga por meio de um formulário próprio denominado “Guia de Recolhimento da União – GRU”. Este formulário é emitido pelo site da Receita Federal.

2- Quando devo pagar as custas processuais?

As custas processuais devem ser pagas sempre que, para o ajuizamento de uma ação ou a interposição de um recurso, houver previsão de um valor na Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010.

3- Como saber o valor das custas processuais?

O valor das custas encontra-se nas Tabelas “A” e “B”, anexas à Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010.

4- O que é porte de remessa e retorno dos autos?

 Porte de remessa e retorno dos autos é a quantia devida para custear o deslocamento (remessa e retorno dos autos) do processo até a sede do STJ em Brasília, onde será julgado.

5- Quando devo pagar o porte de remessa e retorno dos autos?

 O porte de remessa e retorno dos autos será devido sempre que um processo tramitar em um tribunal  e uma das partes interpuser recurso para o STJ. O valor a ser pago dependerá do número de páginas do processo e da localização (Estado) onde se encontra.

6- Como saber o valor do porte de remessa e retorno dos autos?

Siga os valores constantes na Tabela “C” da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010. O valor do porte de remessa e retorno dependerá do número de páginas do processo e da localização (Estado) onde se encontra. Por exemplo: Quero interpor um recurso especial em um processo que tramita no Tribunal de Justiça do Acre e possui 900 páginas; ou ainda: pretendo interpor recurso em um mandado de segurança que tramita no Tribunal de Justiça de Goiás e possui 350 páginas. Basta verificar onde se encontra e quantas páginas possui o processo.

7- Quais normas regulamentam o pagamento de custas e do porte de remessa e retorno no STJ?

 • Lei n. 11.636, de 28/12/2007. • Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010 (DJe de 30/04/2010).

8- Há custas processuais para ajuizar ações originárias no STJ?

 Sim. O comprovante de recolhimento das custas (GRU e guia da instituição bancária) deve ser apresentado na unidade competente do STJ no ato do protocolo (art. 1º, § 1º, da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010).

9- Há custas ou porte de remessa para interpor recurso especial e recurso em mandado de segurança?

Sim. Para saber o valor devido, confira a tabela de custas e de porte de remessa disponível na página do Tribunal (www.stj.jus.br – Sala de Serviços Judiciais – Tabela de custas dos feitos do STJ). Atenção: O recolhimento do preparo, composto pelo pagamento das custas processuais e do porte de remessa e retorno dos autos será feito no tribunal de origem mediante o pagamento de 02 (duas) Guias de Recolhimento da União – GRU Simples, uma para as custas e outra para o porte de remessa e retorno.

10- Há custas ou porte de remessa para interpor agravo de instrumento?

Não. Para interpor agravo de instrumento não se exige o pagamento de custas processuais (art. 544, §2º, do Código de Processo Civil) nem do porte de remessa e retorno (art. 5º da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010).

11- Há custas ou porte de remessa para interpor agravo regimental ou embargos de declaração?

Não. Art. 536 do Código de Processo Civil.

12- Há custas ou porte de remessa p/ impetrar habeas data, habeas corpus ou recurso em habeas corpus?

 Não. Art. 7º da Lei n. 11.636/2007 e art. 3º da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010.

13- Há custas ou porte de remessa em processos criminais?

Depende. Será isento de custas processuais e porte de remessa se o crime for de ação penal pública. Porém, não haverá isenção se o crime for de ação penal privada (art. 7º da Lei n. 11.636/2007 e art. 3º da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010).

14- Quero interpor recurso extraordinário para o STF. Qual tabela de custas devo utilizar?

O art. 113 do Regimento Interno do STJ dispõe: “O preparo de recurso da competência do Supremo Tribunal Federal será feito no prazo e na forma do disposto no seu Regimento Interno e na Tabela de Custas do Supremo Tribunal Federal”. Assim, embora o recurso extraordinário seja interposto no STJ, a tabela de custas e porte de remessa a ser utilizada é a do Supremo Tribunal Federal – STF. Assim, deve-se seguir a Resolução n. 422 do STF, de 19/01/2010, obtida no site do STF (www.stf.jus.br). Clique em “Processos” e, logo em seguida, “Tabela de custas”).

15- Onde pagar as custas processuais e o porte de remessa e retorno dos autos?

 No Banco do Brasil, mediante o preenchimento da Guia de Recolhimento da União – GRU Simples (arts. 4º e 10º da Lei n. 11.636/2007 e art. 6º da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010).

16- Quando comprovar o pagamento das custas processuais e do porte de remessa e retorno? •

Nas ações originárias, o comprovante de recolhimento das custas deve ser apresentado no ato do protocolo (art. 9º da Lei n. 11.636/2007 e art. 1º, §1º, da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010). • No caso de recursos, o comprovante de recolhimento do preparo, composto das custas e do porte de remessa e retorno dos autos, deverá ser feito no tribunal de origem, no prazo de sua interposição (art. 10º da Lei n. 11.636/2007 e art. 2º, § 1 º, da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010).

17- Como comprovar o preparo quando a petição for enviada pelos correios?

Os originais dos comprovantes de recolhimento das custas e do porte de remessa e retorno deverão acompanhar a petição (art. 1º, § 3º, da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010).

18- Como comprovar o preparo se a petição for transmitida por fax ou se tratar de petição eletrônica?

Quando a petição por transmitida por fax ou por meio eletrônico, o comprovante de recolhimento das custas deverá sempre acompanhar a petição (art. 1º, § 2º, da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010).

19- Ambas as partes pretendem recorrer. Como ficam as custas e o porte de remessa?

Quando autor e réu recorrerem, cada recurso estará sujeito ao pagamento do preparo integral e distinto, composto das custas e do porte de remessa e retorno (art. 6º da Lei n. 11.636/2007).

20- Se houver litisconsortes necessários ou assistentes como ficam as custas e o porte de remessa?

Nesse caso, bastará que um dos recursos seja preparado para que todos sejam julgados, ainda que não coincidam suas pretensões (art. 6º, § 1º, da Lei n. 11.636/2007).

21- Se houver terceiro prejudicado como ficam as custas e o porte de remessa?

O terceiro prejudicado que recorrer fará o pagamento do preparo (composto de custas e do porte de remessa), independente do preparo dos recursos que tenham sido interpostos pelo autor ou pelo réu (art. 6º, § 3º, da Lei n. 11.636/2007).

22- Como requerer a assistência judiciária perante o STJ?

No STJ a assistência judiciária deve ser requerida ao Presidente antes da distribuição e, nos demais casos, ao relator (art. 13 da Lei n. 11.636/2007).

23- É necessário renovar o pedido de assistência judiciária quando já concedida em outra instância?

Não. Prevalecerá no STJ a assistência judiciária já concedida em outra instância (art. 13, Parágrafo único, da Lei n. 11.636/2007).

24- Como imprimir a Guia de Recolhimento da União – GRU?

Na página inicial do STJ (www.stj.jus.br), acesse a “Sala de Serviços Judiciais”, clique em “Guia de Recolhimento da União – GRU” no centro da tela e, em seguida, selecione o código apropriado, preencha o formulário com o valor devido conforme se trate de custas ou porte de remessa e retorno, imprima a GRU e pague no Banco do Brasil. O comprovante de pagamento deve ser juntado à petição.

25- Qual o código de recolhimento das custas processuais e como preencher o campo “Número de Referência” ?

O código de recolhimento das custas é: 18832-8 e a UF/Gestão é: 050001/00001(art. 6º, §2º, da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010). Atenção! Preencha o campo “Número de Referência” conforme o caso: •em caso de processos originários, digite o número 01; •na hipótese de Embargos de Divergência, indique o número do processo no qual o mesmo é interposto, sem a sigla que identifica a sua classe; •em caso de interposição de Recurso Especial ou Ordinário, •digite o número do processo no tribunal de origem, sem digitar barra (“/”), ponto (“.”) ou traço (“-“). Exemplo: 20070249558.

26- Qual o código de recolhimento do porte remessa e retorno e como preencher o campo “Número de Referência”?

O código de recolhimento do porte e remessa é: 10825-1 e a UF/Gestão é: 050001/00001(art. 6º, §3º, da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010). Atenção! No campo “Número de Referência”, digite o número do processo, sem a sigla que identifica a sua classe.

27- Qual o código de recolhimento dos Serviços Administrativos?

O código de recolhimento dos Serviços Administrativos é 28830-6. Atenção! No campo “Número de Referência”, digite 60 para pagamentos de Cartas de Sentença, Certidões, Alvarás, traslados, cópias reprográficas e autenticações.

28- Como preencher a GRU com o número único do processo ( Resolução n. 65/2008 – CNJ) ?

Segundo a orientação do Excelentíssimo Senhor Juiz Auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça – CNJ (Expediente STJ referente ao Ofício Circular n. 765/GP/CNJ), o número único do processo, instituído no âmbito do Poder Judiciário pela Resolução n. 65/2008 do CNJ, com 20 (vinte) dígitos, deve ser inserido, manualmente, logo abaixo do texto contendo “Instruções”, uma vez que a GRU possui campo com quantidade de posição menor. No campo “Número de Referência” devem ser consignados os 16 (dezesseis) primeiros numerais da identificação do processo. O objetivo principal é identificar inequivocamente o processo a que se refere a GRU.
29- Preenchi a GRU com código errado. O que fazer?

O interessado deverá ligar para a Seção de Programação Financeira - SEPROF/COOF do Superior Tribunal de Justiça: (61) 3319-9760. A retificação do recolhimento será feita mediante o fornecimento de dados comprobatórios do pagamento. Não é possível, porém, retificar a Unidade Gestora - UG

30- Não consigo acessar a Guia de Recolhimento da União – GRU. O que fazer?

A emissão da GRU pode ser feita on line pelo site da Secretaria do Tesouro Nacional. Por meio do link GRU, disponível no final desta página, é possível acessar diretamente o formulário de emissão. Clique no link correspondente à GRU e preencha e selecione os campos iniciais da seguinte forma: Unidade Gestora (UG): 050001, Gestão: 00001- Tesouro Nacional. Quando estiver fora do ar, o pagamento das custas e do porte e remessa e retorno dos autos pode ser feito da seguinte forma (art. 6º, § 8º, da Resolução n. 04 do STJ, de 29/04/2010):

A) Para correntistas do Banco do Brasil O pagamento é feito por um depósito identificado à conta única do Tesouro Nacional. Nos terminais de autoatendimento escolha a opção "Movimentação financeira – Transferência – Opção 4 (Conta única do Tesouro)". Informe como primeiro identificador o número 05000100001108251 (para porte de remessa e retorno) ou 05000100001188328 (para custas judiciais) e como segundo identificador o CPF ou CNPJ do contribuinte.

B) Para pagamento em outros bancos Utilize a GRU Depósito ou a GRU DOC/TED. Esses pagamentos são feitos para a conta única do Tesouro Nacional e o usuário deverá saber o código identificador do pagamento, constituído por UG (050001), Gestão (00001) e o Código de Recolhimento: · Custas processuais: 18832-8 · Porte de remessa e retorno dos autos: 10825-1 No caso da GRU DOC/TED, se o banco não dispuser de mecanismo para transferências para o Tesouro Nacional, o usuário deverá informar, adicionalmente, os dados da conta única do Tesouro Nacional (Banco 001, agência 1607-1, conta-corrente 170.500-8).

31- Haverá restituição de custas quando se declinar da competência do STJ?

Não haverá restituição de custas quando se declinar da competência do STJ para outros órgãos jurisdicionais (art. 8º da Lei n. 11.636/2007).

32- Haverá direito à restituição ou dispensa de parte do pagamento das custas no caso de abandono ou desistência do feito, ou de transação que ponha fim ao processo?

Não haverá restituição e dispensa de parte do pagamento das custas nos casos de abandono, desistência ou transação que ponha fim ao processo.
33- Devolução de valores pagos indevidamente por meio da GRU. O que fazer?

Encaminhe as seguintes informações à Coordenadoria de Orçamento e Finanças do STJ ao endereço eletrônico: empenhamentodedespesa@stj.jus.br: 1.Identifique o processo e o tribunal onde tramitam os autos; 2.Faça um requerimento informando o motivo da restituição (pagamento da GRU e a não interposição de recurso, valor pago em duplicidade, valor pago a maior, valor pago ao Tribunal errado etc.); 3.Junte cópias que comprovem o alegado:


◦Duplicidade: as Guias de Recolhimento da União – GRU, dos dois pagamentos efetuados; Pagamento da GRU e não interposição do recurso: extratos que comprovem a não interposição de recurso; ◦Isenção: comprovante da concessão da justiça gratuita ou, no caso de matéria penal, comprovação de que se trata de crime de ação penal pública; ◦Tribunal errado: as Guias de Recolhimento da União – GRU. ◦Encaminhe os andamentos dos processos; ◦Indique o número do banco, agência e conta corrente para devolução; ◦Informe um telefone e e-mail para contato.