sexta-feira, 17 de junho de 2011
Massacre de Sabra e Shatila.
Não podemos jamais esquecer, pelo simples fato que massacres como esse do acampamento palestino de Sabra e Chatila, no Líbano, continuam sendo perpetrados até os dias atuais .
Israel ocupou o Líbano e o sul do país, por diversas vezes, desde a proclamação de sua existência em 14 de maio de 1948 por Ben Gurion. A guerra civil no Libano que tinha começado em 75 e dividido o país entre Muçulmanos e Cristãos, Sunitas e Xiitas, Palestinos , continuava.
O episódio de 1982 tem um caráter e uma lembrança especial. Os dias que se transcorreram o massacre , tem início no dia 14 de setembro desse ano.
Massacre de Sabra e Chatila foi o morticínio de refugiados civis palestinos e libaneses perpetrado pela milícia cristã maronita liderado por Elie Hobeika após o assassinato do presidente-eleito do país e líder falangista, Bachir Gemayel.
O evento ocorreu nos campos palestinos de Sabra e Shatila , situados na periferia de Beirute, a sul da cidade, área que se encontrava então sob proteção das forças armadas de Israel.. Falanges e milícias cristãs se enfurecem e radicalizam. Bachir Gemayel , como se soube, defendia abertamente um acordo de paz com Israel.
Quem comandava a ocupação do Líbano por Israel era ninguém menos do que o general Ariel Sharon, ex-primeiro ministro, hoje um morto-vivo, em coma há mais de anos. Verdade seja dita, não foram os soldados sionistas diretamente que perpetraram o massacre.
Mas, o fizeram com as mãos de libaneses inescrupulosos, das falanges de extrema direita e pró-sionistas.
Os tanques israelenses deram total cobertura. Cercaram esses dois acampamentos de refugiados palestinos. Israel forneceu até as tochas que iluminaram os acampamentos à noite para que cerca de 600 milicianos entrassem nos campos. Milhares de famílias de palestinos moravam nessas localidades.
Durante toda a noite do dia 16 de setembro e o dia todo do dia 17 ouviu-se tiros e explosões. Era o início do massacre. E o massacre foi o mais cruel que se pode ver em toda a história dos massacres que israelenses e cristãos fizeram contra palestinos.
Relatos idôneos da Cruz Vermelha Internacional dão conta de mulheres brutalmente estupradas e depois esquartejadas. A medida que a noite descia, o exército sionista começou a disparar fogos de iluminação.
O céu brilhou com fogo e com sangue. Durante as 48 horas seguintes as milícias Falangistas perpetraram um massacre sobre a população Palestiniana sob o pretexto encontrar e prender terroristas, com o conhecimento do exército de Israel e do então Ministro da Defesa de Israel Ariel Sharon.
Sharon sofreu na verdade a sua maior derrota política com esse episódio. Mesmo sendo ministro da Defesa de Israel, acabou tendo que se afastar e alguns dias depois do episódio, onde se estimam tenham morrido mais de três mil jovens, mulheres, crianças e velhos, uma manifestação de 400 mil pessoas pedia punição, em Tel Aviv, pedindo a saída de Sharon.
O ex-ministro nunca foi punido por isso, pela sua responsabilidade direta no massacre. Nem ele, nem o general Rafael Eitan, que era mancomunado com os cristãos falagistas libaneses de direita.
Uma comissão israelense de inquérito concluiu o então ministro da Defesa, Ariel Sharon, o arquiteto da invasão, foi indiretamente responsável pelo massacre, o que levou a sua demissão em 1983.
O então primeiro Ministro de Israel era Menachem Béguin, já morto. Ele mesmo um dos autores de outro famoso massacre a uma aldeia palestina, mas há 60 anos, em 1947, em abril, que se chamava Deir Yassim. Nesse caso morreram “só” 250 palestinos. Béguin entende do assunto. Mas, por pressão popular e por decisão de uma comissão de investigação interna do governo, Béguin acabou tendo que afastar Sharon, que amargou 15 anos de ostracismo político, retornando apenas em 1998 e agora vive de forma vegetativa em coma.
Muitos árabes culpam Israel pela matança, notando que os soldados de seu exército sionista invasor estavam do lado de fora dos campos durante o massacre dando cobertura e de forma clara participando deste crime contra a humanidade.
A revista Veja tinha, então, como seu correspondente no Líbano o repórter Alessandro Porro, judeu que procurou desmentir a alegação de que o exército de Israel não percebera a ocorrência do massacre era uma falácia, chegando mesmo a contar quantos passos havia entre os campos e o quartel israelense, no que foi considerado um furo jornalístico.
Sabra e Shatila continuam a ser duas zonas extremamente pobres, contrastando com a baixa parisiense e amante da dolce vita de Beirute.
Shatila ainda e um dos maiores campos de refugiados do Líbano e um dos mais deteriorados. O sonho de uma terra própria mantém-se vivo.
Finalmente, em 2000, os israelenses se retiram do sul do Líbano, permanecendo nas fazendas de Shebaa, próximas às Colinas de Golã, pois Israel não considera as fazendas como território libanês.
Ali, a tensão continua, com a resistência de guerrilheiros do Hezbollah e de grupos laicos nacionalistas, palestinos e comunistas ( FPLP, PCL) contra a ocupação do território libanês por Israel.
AOS ENTES QUERIDOS DE SABRA E SHATILA.
Por Ramzy Baroud
Como vocês, também nasci e me criei em um campo de refugiados. Cresci com poucos brinquedos mas com muitos aniversários de massacres para comemorar. Juntamente com meus companheiros, comemorei, entoei os nomes de seus entes queridos, os de perto e os de longe, que morreram durante nossa luta justa para viver em liberdade.
Eu tinha apenas 10 anos quando o imam de nossa mesquita, com a voz embargada, transmitiu a notícia através dos alto-falantes, de um massacre. Eu tinha apenas 10 anos, mas ainda sinto a angústia que senti naquele dia. Meu pai chorou feito criança. Minha mãe me agarrou e a meus irmãos e se sentou silenciosamente. nossos vizinhos se reuniram em busca de notícias, alguns chorando, até mesmo aqueles que costumam dizer "homem que é homem não chora".
Cresci trazendo no coração aquela lembrança. Sabia que Sabra e Shatila não eram as primeiras em que aquele tipo de crime tinha sido realizado contra a minha gente. O tempo também se encarregou de mostrar que não seria o último. Mas Sabra e Shatila foram o símbolo da desumanidade de nossos torturadores e um símbolo de nosso desafio, resistência e insistência que não deixaremos que se desvaneça jamais.
Vocês se arrastaram dos destroços de suas casas para serem testemunhas daquele momento de horror, um momento crítico que definiuu quem são vocês até hoje, e definiu a apatia deste mundo injusto.
Vocês se sentaram e choraram. Vocês contaram aos jornalistas o que aconteceu naquele dia. Vocês imploraram ao mundo que "fizesse alguma coisa". Vocês não precisavam transmitir nada. O mundo sabia muito bem o que tinha acontecido. Os americanos sabiam muito bem o que tinha acontecido. Até os israelenses sabiam muito bem o que tinha acontecido.
Mas, ainda assim, nada fizeram .
Israel assassinou seus entes queridos. Ariel Sharon, o festejado "guerreiro" de Israel, falou abertamente como ele enviou os falangistas cristãos para "limpar" o campo, para erradicar os "terroristas". Sharon queria estabelecer um exemplo para os militantes da OLP, cuja partida do Líbano tinha sido arrumada pelos Estados Unidos, os mesmos Estados Unidos que haviam prometido protegê-los e não conseguiram, os mesmos Estados Unidos que agora chamam o culpado de "homem de paz".
Vocês estavam vulneráveis quando os soldados israelenses fecharam seus campos, bloquearam as passagens que os levariam para a segurança e os ataques vieram do céu e da terra. Vocês deviam saber que um novo crime estava prestes a acontecer, quando os israelenses iluminaram os campos em todas as direções naquela noite fatídica, permitindo que os falangistas dentro do campo cumprissem a ordem: matar.
Morro só de imaginar os seus sentimentos quando ouviram os soldados indo de casa em casa. Se aproximando da de vocês.
Ninguém pode recordar, a não ser vocês que viveram aqueles momentos, as vozes ensanguentadas das mães implorando aos soldados que poupassem seus filhos, e as vozes das crianças chorando antes de serem esfaqueadas ou baleadas.
Durante quase 30 anos, vocês procuraram por justiça, esperaram em seus campos de refugiados, em desespero e na pobreza, muito perto das sepulturas comuns onde seus entes queridos foram enterrados, muito perto da Palestina, para onde vocês ainda esperam retornar.
Meus irmãos, quase 30 anos se passaram e a liberdade e a justiça estão longe de ser encontradas.
Acabamos de comemorar o aniversário de seu massacre e nosso povo na Cisjordânia ainda está vivendo um mortal toque de recolher, e nosso povo em Gaza está enjaulado, cercado de arame farpado e soldados furiosos.
Mas, por que ainda me lembro de vocês como se o massacre tivesse ocorrido ontem? É porque seus assassinos ainda estão livres, liderando novas guerras, novos massacres? Ou será porque nossa memória é nosso patrimônio, ela abastece nossa resistência, obriga a sobrevivência da nossa luta justa por liberdade?
Desde criança até hoje, eu comemorei o aniversário de seu massacre. Eu costumava escrever pequenas estórias para as minhas aulas de árabe na escola básica, falando de sua dor. Na minha juventude, escrevi poesia sobre vocês e agora comemoro seu aniversário com um artigo, esperando que eu possa transmitir a estória de vocês para aqueles que não conhecem nada sobre a sua dor.
Eu assinei cada petição que me pediram para assinar, para processar Sharon. Escrevi para a ONU, para a Casa Branca, para "meus representantes", para o governo belga, para os grupos de direitos humanos, para cada um que eu achei por um segundo que poderia ajudar em sua causa. Ainda aguardo a resposta.
Portanto, desta vez, decidi escrever para vocês só para dizer "caros entes queridos, não os esquecerei porque se o fizer, terei esquecido quem eu sou, terei abandonado a minha natureza humana, terei abandonado o meu direito de retorno e o de vocês".
Líbano e os movimentos Palestinos.
O afluxo de refugiados palestinos entre 1948 e 1970, a reafirmação do nacionalismo árabe patrocinada por Gamal Abdel Nasser nas décadas de 1950 e 1960, a fundação da OLP em 1965, a expulsão de todos movimentos armados de resistência palestina na Síria, Jordânia e Egito, e a opção do nacionalismo palestino pela luta armada, abalariam política e demograficamente o delicado equilíbrio entre as comunidades libanesas. Após sua sangrenta expulsão da Jordânia, comandada pelo rei Hussein, naquilo que ficaria conhecido como o "Setembro Negro", em 1970, a OLP e em todos os seus movimentos afiliados mudaram-se para Beirute e o sul do Líbano. Lá, eles prometiam continuar a luta pela libertação da Palestina, em violação dos acordos firmados com autoridades libanesas que visavam regulamentar as atividades das organizações palestinas no país. A comunidade muçulmana no Líbano viu nos movimentos palestinos (em sua grande maioria sunita) uma oportunidade para renegar o Pacto Nacional de 1943, através da utilização dos próprios palestinos como arma política para pressionar os seus concidadãos cristãos na revogação desse acordo não-escrito, que estabeleceu a divisão de poder entre as três maiores comunidades, com os cargos de presidente para os cristãos maronitas, de primeiro-ministro para os sunitas e o de presidente do Parlamento para os xiitas. Estas e outras garantias constitucionais levariam ao aumento do fervor dos muçulmanos, inspirados pelo resurgimento do pan-arabismo e pelos grupos de esquerda secular que atuavam a mando do bloco comunista soviético na década de 1960, conduzindo-os a se juntarem às forças da Frente de Partidos Progressistas e às Forças Nacionais em 1969.
Os muçulmanos da coligação oposicionista de esquerda (mais tarde, Movimento Nacional Libanês) pediu a realização de um novo recenseamento (o último havia sido realizado em 1932) e a subsequente elaboração de uma nova estrutura governamental que refletisse as mudanças ocorridas no próprio equilíbrio populacional. A comunidade cristã (especialmente maronita) viu isso como um ataque contra as bases do Estado do Líbano e um desrespeito ao Pacto Nacional. Além disso, os cristãos não queriam renegociar o pacto ou nele fazer rearranjos, uma vez que eles desejavam manter a sua dominação sobre a sociedade libanesa.
Com ambos os lados incapazes de resolver os seus conflitos de interesses, começou-se a formar milícias para proteção de suas comunidades. Estas milícias cresceram tanto que se chegou um momento em que estes grupos eram mais numerosos que o exército convencional e, conseqüentemente, rapidamente minava-se a autoridade do governo central. A capacidade do governo para manter a ordem também foi limitada pela natureza do exército libanês, um dos menores no Médio Oriente e também composto a partir da proporção fixa de religiões baseada no censo demográfico de 1932. Como seus membros contaminados pelo sectarismo das milícias, o exército libanês acabaria por se revelar incapaz de conter os grupos militantes, de deter a OLP e de monitorar infiltrações externas. Uma vez que os cristãos dominavam o governo e os principais postos militares, a confiança dos muçulmanos nas instituições centrais, incluindo o exército, estava em baixa. A desintegração do exército libanês teve início com desertores de muçulmanos que declararam não seguir mais as ordens de generais maronitas.
Durante toda a guerra civil, a maior parte ou todas as milícias cometeram violações aos direitos humanos, bem como o caráter sectário de algumas batalhas fizeram dos civis um alvo freqüente de ataques. À medida que a guerra arrastava, as milícias se assemelhavam cada vez mais a organizações mafiosas, composta por vários comandantes, e que faziam do crime sua principal atividade, ao invés da luta. O financiamento para o esforço de guerra era obtido em uma ou todas as três seguintes maneiras:
Apoio externo - Geralmente, a partir de rivais dos governos árabes, do Irã ou de Israel, ou ainda de potências externas como os Estados Unidos e a União Soviética, que furavam embargos. As alianças que mudavam com freqüência.
Rapinando a população - extorções e roubos eram atividades comuns. Durante um cessar-fogo, a maior parte das milícias operavam em suas áreas de influência como organizações mafiosas.
Contrabando - Durante a guerra civil, o Líbano se transformou em uma dos maiores produtores mundiais de narcóticos, em grande parte com a produção de haxixe no vale do Bekaa. Mas muito mais foi contrabandeado, como armas e suprimentos, todo o tipo de bens roubados, além da manutenção do comércio regular - com ou sem guerra, o Líbano não renunciava ao seu papel de intermediário entre o Ocidente e Oriente. Muitas batalhas ocorreram ao longo dos portos libaneses, de onde os contrabandistas tinham acesso a rotas marítimas.
Principais milícias
A maioria das milícias alegavam que não eram forças sectárias, mas de fato elas recrutavam principalmente a partir da sua comunidade ou da região de suas lideranças.
Milícias cristãs
As milícias cristãs adquiriram armas tanto junto a Romênia e Bulgária (países que integravam o antigo bloco comunista soviético) como também a Alemanha Ocidental, Bélgica e Israel , e recebiam apoio expressivo da grande maioria da população cristã radicada no norte do país. Em geral, eram grupos de tendência política de direita. Todas as principais milícias cristãs eram dominadas pelos maronitas, enquanto que outras seitas cristãs desempenhavam um papel secundário.
A mais poderosa destas milícias foi a Kataeb, ou Falange, sob a liderança de Bachir Gemayel. As Falanges passaram a ajudar as forças oficiais libanesas em 1977 e sob liderança de Samir Geagea em 1986. Uma facção menor cristã foi a nacionalista Guardiões do Cedros. Essa milícia rapidamente se estabeleceu em Beirute Oriental, dominada pelos cristãos e também local de muitos edifícios governamentais. No norte, as Brigadas Marada serviram como a milícia privada das famílias Franjieh e Zgharta.
Milícias xiitas
Os xiitas entraram nos combates civis de maneira lenta. Inicialmente, muitos xiitas reuniam-se no movimento palestino e no Partido Comunista libanês, mas, após o setembro negro de 1970, houve um súbito afluxo de palestinos armados para áreas xiitas. O movimento palestino rapidamente perdeu sua influência sobre os xiitas, como facções radicais dominadas pelas armas em grande parte das áreas xiitas inabitadas no sul do Líbano, onde passaram a se concentrar grande quantidade de refugiados palestinos e a cúpula da OLP demonstrou má vontade ou incapacidade em controlá-los.
Apesar de haver certa indisposição com o tradicionalismo da comunidade xiita, os radicais palestinos seculares simultaneamente tinham apresentado um modelo político revolucionário que atraía os jovens mais pobres e a mais oprimida comunidade do Líbano. Depois de muitos anos sem suas próprias organizações políticas independentes, eis que surgiu o Movimento xiita Amal nos anos1974-75. Com sua ideologia islâmica moderada, o Amal imediatamente atraiu as classes baixas urbanas e suas fileiras cresceram rapidamente. Posteriormente, no início dos anos oitenta, houve um racha no grupo com a saída de sua facção mais linha dura, que se juntou aos grupos xiitas que lutavam contra Israel para formar a guerrilha Hezbollah, que atualmente permanece como a mais poderosa milícia do Líbano.
Seguidores de uma seita do islamismo xiita, os libaneses alauítas eram representados pela milícia dos Cavaleiros Vermelhos do Partido Democrata Árabe - agrupamento partidário pró-síria já que os alauítas dominam politicamente a Síria. Essa milícia atuou principalmente no norte do Líbano em torno de Trípoli.
Milícias sunitas
Algumas facções sunitas receberam apoio da Líbia e do Iraque e entre as inumeras pequenas milícias existentes, a mais proeminente foi o Movimento Tawhid, com bandeiras nacionalista, pan-arabista, nasserista e islâmica.
A principal organização sunita foi o Movimento al-Murabitun. Para compensar a fraqueza no campo de batalha, as lideranças sunitas apoiaram na guerra desde cedo a OLP de Yasser Arafat - dominada por palestinos sunitas, embora também tivesse um minoria cristã (principalmente grego-ortodoxa).
Drusos
O pequeno grupo étnico druso, estrategicamente encontrado na região do Chuf, não tinha aliados naturais e foi obrigado a construir alianças. Sob a liderança da família Jumblatt, primeiro com Kamal Jumblatt (líder do Movimento Nacional Libanês) e, depois, com seu filho Walid, o Partido Socialista Progressista (PSP) serviu como uma eficaz milícia drusa, construindo excelentes laços sobretudo com a União Soviética, com Israel após a sua invasão ao Líbano e com a Síria após a retirada israelense para o sul do país.
Grupos não-religiosos
Embora várias milícias libanesas se considerassem seculares, a maioria delas era mais um veículo de interesses sectários. Ainda assim, existiam alguns grupos não-religiosos de fato, sobretudo, mas não exclusivamente, de esquerda e/ou pan-arabistas de direita.
Exemplos disto foram o Partido Comunista libanês (PCL) e, os mais radicais e independentes, Organização para Ação Comunista (OAC). Outro exemplo importante foi o Partido Social Nacionalista Sírio (PNSS) que promoveu o conceito da Grande Síria, em contraste com o pan-arabismo e com o nacionalismo libanês. O PNSS era geralmente alinhado com o governo sírio.
Duas facções rivais do Partido Baath estavam também envolvidas nas fases iniciais da guerra: uma nacionalista, pró-iraquiana, liderada por Abdul-Majeed Al-Rafei (sunita) e Nicola Y. Firzli (cristão-ortodoxo grego), e uma marxista, "pró-síria", dirigida por Assem Qanso (xiita).
Palestinos
O movimento de libertação palestino transferiu a maior parte de sua luta para o Líbano no final de 1970, depois da expulsão da Jordânia, no caso conhecido como Setembro Negro. Principal movimento palestino, a Organização de Libertação da Palestina (OLP) era, sem dúvida, a mais forte milícia palestina no Líbano, mas com uma confederação de agrupamentos, seu líder Yasser Arafat revelou-se incapaz de controlar a facções rivais internas. Este enfraquecimento tanto na força operacional quanto na simpatia dos libaneses com a OLP, cuja imagem dentro do Líbano era de uma organização cada vez mais dominada por facções radicais cuja "ordem revolucionária comunista" revelava-se nada mais que a proteção de mafiosos. No final, a OLP era mantida unida mais pelos interesses compartilhados e das tentativas contínuas de Arafat de mediação intra-organizacional do que por qualquer estrutura organizacional coerente.
A principal corrente da OLP era o Fatah, do próprio Arafat, guerrilha de doutrina socialista. Entre os mais importantes grupos combatentes palestinos estavam a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), e sua dissidente, a Frente Democrática para a Libertação da Palestina (DFLP). Como protagonistas menores, estavam a Frente de Libertação da Palestina (PLF) e uma outra dissidência, esta pró-síria, da FPLP, a Frente Popular para a Libertação da Palestina - Comando Geral (FPLP-CG). Para complicar, os rivais partidos baathistas da Síria e do Iraque criaram organizações fantoche dentro da OLP. O Sa'iqa-como foi uma sírio-milícia controlada, a par da Frente de Libertação Árabe sob comando iraquiano. O governo sírio podia também contar com as brigadas sírias do Exército de Libertação da Palestina (ELP), formalmente, mas que não funcionavam como um exército regular. Algumas unidades do ELP foram enviadas pelo Egito sob controle de Arafat, mas nunca desempenharam o mesmo papel dominante como a forte facção armada pelos sírios.
Em 1974, uma controversa proposta quase levou a ruptura da OLP. Conhecida como Programa dos Dez Pontos, essa proposta tinha sido desenvolvida por Yasser Arafat e o Fatah, no Conselho Nacional Palestiniano (PNC), e tinha como objetivo abrir caminho para uma solução para a causa palestina - com a criação de um Estado binacional secular e democrático. Sob furiosas acusações de traição, uma grande parte das facções linha dura e anti-Israel da OLP simplesmente sairam da organização. Com o apoio de iraquianos e, mais tarde, sírios e líbiios, eles formaram a Frente Rejeicionista, apoiando os princípios de uma linha sem comprometimento para com Israel. Entre os desertores estavam a FPLP, a FPLP-CG, a FLP, o as-Sa'iqa, a FLA e de vários outros grupos, além de haver certo descontentamento dentro do próprio Fatah. Arafat administraria conseqüentemente as diferenças dentro da organização, mas isso voltaria a assombrar-lo durante toda a década de 1970 e início dos anos 1980, e a divisão efetivamente impediu sua unidade organizacional em momentos cruciais do envolvimento da OLP na Guerra Civil Libanesa.
A OLP e o conflito libanês
Devido a grandes pressões políticas dos países árabes, que culminou na criação do Acordo do Cairo, idealizado pelo presidente egípcio Gamal Abdel Nasser em 1969, o Líbano foi obrigado a permitir que uma força externa (a OLP) conduzisse operações militares contra Israel a partir do interior do território libanês. Embora inicialmente relutasse muito em assinar, o governo libanês viu este acordo como sua última esperança de recuperar o controle do país, através do qual foi acordado que os ataques seriam realizados em coordenação com o exército libanês. À OLP, foi concedida total controle sobre os campos de refugiados, mas logo a maior parte do sul do Líbano caiu sobre seu efetivo controle, em violação ao acordo. Assim que seus combatentes fugiram da Jordânia após o Setembro Negro, com a destruição do aparato da OLP neste país, a presença da organização tornou-se opressora para muitos dos habitantes destas áreas. As facções radicais operavam como se fossem a lei, o que rapidamente gerou atritos com os aldeões conservadores xiitas. Da mesma maneira que a OLP tinha perdido seu bom acolhimento na Jordânia, o apoio dos muçulmanos aos palestinos começou a sofrer desgaste no Líbano.
Uma parte significativa da oposição de esquerda também começou a evoluir dentro do Fatah, como os combatentes veteranos radicais da Jordânia começaram a verter em suas fileiras, para preocupação de Yasser Arafat. Ainda assim, o líder da OLP iniciou a construção de um "Estado dentro do Estado" ao sul do Líbano, criando uma base segura para estabelecer um quartel-general entre o Vale do Bekaa e o oeste de Beirute. Gradualmente, as autoridades libanesas foram se tornando irrelevantes. Os severos ataques israelenses impostos ao que já era denominado "Fatahlândia" não levaram a população civil xiita e cristã a admirar a guerrilha palestina. No entanto, a OLP era saudada por sunitas - que viam o movimento palestino como um aliado natural (devido ao sectarismo libanês) - e drusos. Uma amizade pessoal se desenvolveu entre Arafat e líder druso Kamal Jumblatt, que não só liderou a PSP, mas que também havia criado o Movimento Nacional Libanês (MNL). Muitas organizações da Frente Rejeicionista aderiram diretamente ao esquerdismo do MNL, seguidas de fato por porções da esquerda do Fatah. Mas Arafat relutava em confiar nestes grupos palestinos no que ele considerava como um conflito intra-libanês, temendo que a guerra colocasse o movimento palestino em um atoleiro dentro do Líbano e desnecessariamente afastasse potenciais aliados entre os cristãos e os seus aliados estrangeiros.
Primeira fase do conflito, 1975-77
Violência sectária e massacres civis
Durante toda primavera libanesa de 1975, confrontos sectários menores foram aumentando em direção a um conflito total, com o MNL lutando contra a Falange e um governo nacional cada vez mais fraco e oscilante entre a necessidade de manter a ordem e cuidar do seu círculo eleitoral. Na manhã de 13 de abril de 1975, pistoleiros não-identificados em um carro veloz dispararam contra uma igreja cristã em Ain El Rummaneh, no subúrbio a leste de Beirute, matando quatro pessoas, incluindo dois maronitas falangistas. Horas mais tarde, falangistas liderados por partidários da família Gemayel mataram 30 militantes palestinos que trafegavam em Ain El Rummaneh rumo ao campo de refugiados de Tel al-Zaatar, no episódio que ficou conhecido como o "Massacre do Ônibus".
Em 6 de dezembro de 1975, os assassinatos de quatro membros das Falanges levaram os líderes da mílicia de direita desencaderam uma furiosa reação que ficou conhecida como o "Sábado Negro". Os corpos de quatro falangistas foram encontrados em um carro abandonado próximo de uma propriedade à leste de Beirute. A reação foi imediata. As falanges criaram temporariamente barreiras em toda Beirute onde inspeccionavam os cartões de identificação de filiação religiosa dos que passavam. Muitos muçulmanos e palestinos que passavam através da barreiras foram mortas imediatamente. Adicionalmente, membros das falanges fizeram reféns e atacaram muçulmanos no leste da Beirute. Milícias pró-muçulmanos e palestinas retaliaram com força, aumentando o número de mortos em torno de 200 e 600 - entre civis e milicianos. A partir daí, os combates entre as milícias se intensificaram.
Na perversa espiral de violência sectária, a população civil foi um alvo fácil. Em 18 de janeiro de 1976, cerca de mil pessoas foram mortas pelas forças cristãs no Massacre de Karantina, imediatamente seguida por uma retaliação comandada por milícias palestinas em Damour. Aqueles habitantes que não conseguiram fugir para a aldeia foram abatidos a tiro ou mortos a facadas. Estes dois massacres levaram a um êxodo maciço de muçulmanos e cristãos, com a fuga em massa de pessoas amedontradas para áreas sob o controle de seu grupo sectário. A diversidade étnica e religiosa do formato das áreas residenciais da capital incentivou este processo. De leste a oeste, Beirute foi cada vez mais se transformando naquilo que foi, respectvamente, uma Beirute cristã e outra muçulmana. Além disso, o número de cristãos esquerdistas alinhados com o MNL e de muçulmanos conservadores dentro do governo central caiu acentuadamente, revelando que a guerra se tornava um conflito absolutamente sectário. Outro efeito dos massacres foi de trazer a Fatah de Yasser Arafat e, assim, a OLP para o lado do MNL, tal como o sentimento palestino era de completa hostilidade às forças libanesas cristãs.
Em junho de 1976, com combates ao longo de todo o país e os maronitas à beira da derrota, o presidente Suleiman Frangieh apelou para a intervenção da Síria no Líbano, alegando que o porto de Beirute seria fechado e que os sírios recebeu através dele uma grande parte dos seus bens.O governo da Síria respondeu com o término de sua associação prévia com os palestinos da Frente Rejecionista e começou a colaborar com o governo dominado pelos maronitas. Isto tecnicamente colocou do mesmo lado Síria e Israel, que já vinha auxiliando as forças maronitas com armas, tanques e conselheiros militares naquele ano. A Síria tinha seus próprios interesses políticos e territoriais no Líbano, fomenndo células islâmicas como a Irmandade Muçulmana anti-Baathista - onde cogitava uma possível via de ataque à Israel.
A pedido do presidente, tropas sírias entraram no Líbano, ocupando Trípoli e o Vale do Bekaa, facilmente removendo os milicianos palestinas e do MNL. Um cessar-fogo foi imposto, mas em última análise falhou em tentar parar o conflito, de forma que a Síria aumentou ainda mais à pressão. Com Damasco fornecendo armas, as forças cristãs conseguiram abriu caminho nas defesas do campo de refugiados de Tel al-Zaatar, no leste de Beirute, que há muito tempo estavam sob cerco. Desta invasão, resultou um novo massacre na cidade, que vitimou ao menos 2.000 palestinos e provocou fortes críticas à Síria no mundo árabe.
Em 19 de outubro de 1976, ocorreu a Batalha de Aishiya, quando uma força combinada da OLP e de uma milícia comunista atacou Aishiya, uma aldeia cristã isolada em uma zona maioritariamente muçulmana. O corpo de artilharia das Forças de Defesa de Israel dispararam 24 bombas (66 quilogramas de TNT cada) de unidades de campo de artilharia 175 milímetros fabricadas nos Estados Unidos, repelindo a primeira tentativa dos guerrilheiros. No entanto, a OLP e os milicianos comunistas retornaram à noite, quando a baixa visibilidade fez a artilharia israelense muito menos eficaz. A população cristã da aldeia fugiu e só regressou em 1982.
Ainda naquele mês, a Síria aceitou uma proposta de uma cúpula da Liga Árabe em Riad, que deu um mandato para manter 40 mil tropas sírias no Líbano como a maior parte dentro das forças de dissuasão árabes (FDA) designadas a desenredar os combatentes e restabelecer calma. Outras nações árabes também compuseram parte do FDA, mas eles perderam interesse relativamente cedo, e a Síria foi novamente deixada com o controlo exclusivo das forças, tendo agora a FDA utilizada como um escudo diplomática contra críticas internacionais. Neste momento, a Guerra Civil foi oficialmente encerrada e uma calma inquietante assentou-se sobre Beirute e a maior parte do Líbano. No sul, contudo, o clima começou a se deteriorar como conseqüência do gradual regresso dos combatentes da OLP, que tinham sido obrigados a desocupar a região central libanesa sob os termos dos Acordos de Riad.
O Líbano era efetivamente uma nação dividida. O sul e a metade ocidental de Beirute tornaram-se bases para a OLP e para milícias muçulmanas, enquanto que os cristãos controlavam o leste de Beirute e o Monte Líbano. Os sírios cuidavam do restante do país. A principal linha de confrontação na dividida Beirute ficou conhecida como a Linha Verde. Em Beirute Oriental, em 1977, líderes cristãos do Partido Nacional Liberal (PNL), do Partido Kataeb e do Partido da Renovação Libanesa ingressaram na Frente Libanesa, um grupo político para fazer frente ao Movimento Nacional Libanês. Suas respectivas milícias - os Tigres, as Falanges Libanesas e os Guardiões dos Cedros - formaram uma coalizão conhecida como Forças Libanesas, convertendo-se em uma ala militar da Frente Libanesa. Desde o início, o Kataeb e a Falange, sob a liderança de Bashir Gemayel, dominaram as FLs. Absorvendo ou destruindo completamente as milícias menores, ele tanto consolidou o controle das FLs como e o reforçou as forças cristãs.
Em março de 1977, Kamal Jumblatt, líder do Movimento Nacional Libanês foi assassinado, com amplas suspeitas de que tenha sido obra de agentes do governo sírio. Enquanto o papel de Jumblatt como líder do Partido Socialista Progressista, da facção drusa, foi surpreendentemente preenchido sem problemas pelo seu filho, Walid Jumblatt, o MNL se desintegrou após a sua morte. Apesar do pacto anti-governo, esquerdistas, xiitas, sunitas, palestinos e drusos continuavam juntos por mais algum tempo, até que seus interesses divergentes dilacerassem a unidade da oposição. Sentindo a oportunidade, Hafez al-Assad imediatamente procurou estabelecer mais discordâncias entre cristãos e muçulmanos, em um jogo de dividir para conquistar.
A onda de ataques de Organização para a Libertação da Palestina desde o sul do Líbano em direção à Israel, entre 1977 e 1978, levaram a uma escalada de tensões entre os dois países. Em 11 de Março de 1978, onze combatentes do Fatah desembarcaram em uma praia ao norte de Israel e seqüestraram (em trânsito) dois ônibus cheios de passageiros na estrada Haifa - Tel-Aviv, atirando nos veículos de passagem. Ao todo, os rebeldes palestinos mataram 37 e feriram 76 israelenses antes de serem mortos em um confronto com as forças israelitas.
Como resposta, tropas de Israel invadiram o Líbano três dias depois, em 14 de março, naquilo que ficaria conhecida como Operação Litani - primeira ofensiva de grande envergadura efetuada por suas Forças de Defesa durante a guerra civil no país vizinho. O exército israelense ocupou a maior parte da área ao sul do rio Litani. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, por meio da aprovação das Resoluções nº 425 e 426, pedia a imediata retirada das forças israelenses que ocupavam o território libanês e criava a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), que seria encarregada da manutenção da paz na região.
A zona de segurança
As forças israelenses retiraram-se da maior parte do território do Líbano ainda em 1978, mas mantiveram o controle do sul libanês, gerindo uma ampla "zona de segurança" de 12 milhas náuticas (19 km) ao longo da fronteira. Para manter estas posições, Israel estabeleceu o Exército do Sul do Líbano (ESL), uma milícia composta por cristãos e xiitas sob a liderança do major Saad Haddad. Além de armas e recursos, Israel forneceu ao ESL "conselheiros" para fortalecer e guiar a milícia aliada. O primeiro-ministro israelita Menachem Begin, do partido Likud, comparou a situação da minoria cristã no sul do Líbano (então cerca de 5% da população no território controlado pelo ESL) com a dos judeus em solo europeu durante a Segunda Guerra Mundial.
Sucederam-se violentos combates entre a OLP, Israel e o ESL. A organização palestina atacava posições dos milicianos aliados de Israel e disparava foguetes em direção ao norte israelense; as forças de Israel realizavam ataques aéreos contra posições da OLP no Líbano; os milicianos do ESL prosseguiam os seus esforços para consolidação o poder na região fronteiriça.
O Síria, entretanto, entrava em conflito com as Falanges Libanesas, uma milícia maronita liderada por Bachir Gemayel, cujas ações cada vez mais agressivas - tal como a sua tentativa, em abril de 1981, de capturar a estratégica cidade de Zahle, no centro da Líbano - tinham a intenção de frustrar o objetivo sírio de remover Gemayel e empossar Suleiman Frangieh como presidente. Conseqüentemente, os laços entre Israel e Bachir reforçaram-se consideravelmente. Em abril de 1981, por exemplo, durante combates em Zahle, Gemayel apelou à assistência israelense. O premiê israelita Begin respondeu em socorro ao líder maronita enviando caças que abateram dois helicópteros sírios. Isto levou à decisão do presidente sírio Assad de colocar mísseis terra-ar no contorno montanhososo de Zahle.
Em 17 de julho de 1981, aeronaves israelenses bombardearam edifícios em Beirute, onde ficavam escritórios de grupos associados à OLP. O representante libanês no Conselho de Segurança da ONU informou que 300 civis foram mortos e 800 feridos. O ataque aéreo levou à condenação internacional e a um embargo temporário dos Estados Unidos sobre a exportação de aviões de guerra para Israel.
Em agosto, primeiro-ministro israelense Menachem Begin foi reeleito e, em setembro, o premiê e seu ministro da defesa Ariel Sharon começaram a estabelecer planos para uma segunda invasão ao Líbano com a finalidade de expulsar a OLP. A intenção de Sharon era a de "destruir a infra-estrutura militar da OLP e, se possível, a própria liderança da organização; o que significava atacar Beirute Ocidental, onde foi localizado o quartel-general da OLP".
Sharon também desejava garantir a presidência de Bashir Gemayel. Em troca da ajuda israelense, Ariel Sharon esperava de Gemayel, uma vez instalado como presidente, a assinatura de um tratado de paz com Israel, presumivelmente estabilizadando para sempre a fronteira norte de Israel. Begin levou o plano de Sharon antes do recesso do Knesset em dezembro de 1981; porém, depois de levantadas fortes objecções, o primeiro-ministro sentiu-se forçado a deixar o plano de lado. Mas Sharon não desistiu da questão. Em janeiro de 1982, o ministro da defesa reuniu-se com Bachir Gemayel em um navio israelense ao largo da costa do Líbano e discutiu um plano "que levaria forças israelitas até o norte à beira do Aeroporto Internacional Beirute".Em fevereiro, com a anuência de Begin, o chefe da inteligência militar israelense Yehoshua Seguy foi enviado a Washington para discutir a questão do Líbano com o secretário de Estado Alexander Haig. No encontro, Haig "sublinhou que não poderia haver uma grande investida militar sem uma clara provocação", ou seja, um casus belli que fosse aceito pelo mundo.
Até aquele momento, não havia ocorrido uma "clara provocação" no Líbano. Na realidade, durante todo o período de eficácia do acordo de cessar-fogo no país, entre agosto de 1981 e maio de 1982, houve apenas um ataque de um foguete da OLP lançado do território libanês, em maio. O ataque teria sido uma retaliação a um bombardeio israelense no dia 9 de maio às posições da OLP no Líbano, que teria sido uma retaliação por si só um ataque à bomba da OLP em um ônibus em Jerusalém.Este evento particular destacava um problema central a partir da perspectiva israelense: o cessar-fogo aplica-se apenas à fronteira com o Líbano, o que significa que ataques da OLP a partir de outras localidades, como a Jordânia e a Cisjordânia, poderiam continuar (e continuaram) ininterruptamente, ao mesmo tempo que uma resposta israelense dirigida contra a OLP no Líbano seria tecnicamente uma violação do cessar-fogo.
Yasser Arafat recusou a condenar os ataques ocorridos fora do Líbano, argumentando que o cessar-fogo só valia dentro do terrítório libanês. A interpretação do líder palestino salientou o fato de que o acordo de cessar-fogo não era endereçado a resolução da violência em curso entre a OLP e Israel em outros palcos. Israel continuou assim a resistir aos ataques da OLP ao longo de todo o período de cessar-fogo. Ao mesmo tempo, os israelenses violaram os termos do cessar-fogo, cometendo "2125 violações do espaço aéreo libanês e 652 das águas territoriais libaneses" de agosto de 1981 a maio de 1982, incluindo o já mencionado ataque aéreo de 9 de maio e o bombardeio de 21 de abril à alvos da OLP no costa sul de Beirute.
Loukanikos Greece's front-line riot dog .
One committed protester was at the front line when Greek police fired teargas at protesters outside parliament on Wednesday.The dog, thought to be a stray called Loukanikos, or Sausage, has been in the centre of the action for years.
Lately, financial news has been dominated by reports from Greece and other nations on the European periphery. And rightly so.
But I've been troubled by reporting that focuses almost exclusively on European debts and deficits, conveying the impression that it's all about government profligacy and feeding into the narrative of our own deficit hawks, who want to slash spending even in the face of mass unemployment, and hold Greece up as an object lesson of what will happen if we don't.
For the truth is that lack of fiscal discipline isn't the whole, or even the main, source of Europe's troubles not even in Greece, whose government was indeed irresponsible (and hid its irresponsibility with creative accounting).
No, the real story behind the euromess lies not in the profligacy of politicians but in the arrogance of elites specifically, the policy elites who pushed Europe into adopting a single currency well before the continent was ready for such an experiment.
Consider the case of Spain, which on the eve of the crisis appeared to be a model fiscal citizen. Its debts were low 43% of GDP in 2007, compared with 66% in Germany. It was running budget surpluses. And it had exemplary bank regulation.
But with its warm weather and beaches, Spain was also the Florida of Europe and like Florida, it experienced a huge housing boom. The financing for this boom came largely from outside the country: there were giant inflows of capital from the rest of Europe, Germany in particular.
The result was rapid growth combined with significant inflation: between 2000 and 2008, the prices of goods and services produced in Spain rose by 35%, compared with a rise of only 10% in Germany. Thanks to rising costs, Spanish exports became increasingly uncompetitive, but job growth stayed strong thanks to the housing boom.
Then the bubble burst. Spanish unemployment soared, and the budget went into deep deficit. But the flood of red ink caused partly by the way the slump depressed revenues and partly by emergency spending to limit the slump's human costs was a result, not a cause, of Spain's problems.
And there's not much that Spain's government can do to make things better. The nation's core economic problem is that costs and prices have gotten out of line with those in the rest of Europe. If Spain still had its old currency, the peseta, it could remedy that problem quickly through devaluation by, say, reducing the value of a peseta by 20% against other European currencies. But Spain no longer has its own money, which means that it can regain competitiveness only through a slow, grinding process of deflation.
Now, if Spain were an American state rather than a European country, things wouldn't be so bad. For one thing, costs and prices wouldn't have gotten so far out of line: Florida, which among other things was freely able to attract workers from other states and keep labour costs down, never experienced anything like Spain's relative inflation. For another, Spain would be receiving a lot of automatic support in the crisis: Florida's housing boom has gone bust, but Washington keeps sending the Social Security and Medicare checks.
But Spain isn't an American state, and as a result it's in deep trouble. Greece, of course, is in even deeper trouble, because the Greeks, unlike the Spaniards, actually were fiscally irresponsible. Greece, however, has a small economy, whose troubles matter mainly because they're spilling over to much bigger economies, like Spain's. So the inflexibility of the euro, not deficit spending, lies at the heart of the crisis.
None of this should come as a big surprise. Long before the euro came into being, economists warned that Europe wasn't ready for a single currency. But these warnings were ignored, and the crisis came.
Now what? A breakup of the euro is very nearly unthinkable, as a sheer matter of practicality. As Berkeley's Barry Eichengreen puts it, an attempt to reintroduce a national currency would trigger "the mother of all financial crises". So the only way out is forward: to make the euro work, Europe needs to move much further toward political union, so that European nations start to function more like American states.
But that's not going to happen anytime soon. What we'll probably see over the next few years is a painful process of muddling through: bailouts accompanied by demands for savage austerity, all against a background of very high unemployment, perpetuated by the grinding deflation I already mentioned.
It's an ugly picture. But it's important to understand the nature of Europe's fatal flaw. Yes, some governments were irresponsible; but the fundamental problem was hubris, the arrogant belief that Europe could make a single currency work despite strong reasons to believe that it wasn't ready.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
IBM completa hoje 100 anos .
A International Business Machines, mais conhecida como IBM, completa hoje 100 anos de história no mundo da tecnologia e informática.
A empresa foi fundada em 1911, em Nova York, a partir da junção de três empresas especializadas em atividades distintas como balanças, relojoaria e de cálculo que eram utilizados pelos organizadores do censo norte-americano.
Essa empresa foi batizada de CTR e foi conhecida por desenvolver os cartões perfurados. Mas com a contratação do diretor geral Thomas Watson, que permaneceu no cargo até 1956, em 1924 passou a se chamar IBM e iniciou quase um monopólio na fabricação de computadores centrais.
Os primeiros computadores centrais (mainframes), o 360, surgiram em 1950. O auge da empresa ocorreu durante a década de 1960, quando conquistou 70% de participação no mercado de computadores.
Mas a partir da década de 1970, com o crescimento da computação pessoal, a IBM começou a cair, com a aparição de empresas como Microsoft e Apple apostando no mercado de PCs, que era desprezado pela empresa. Tanto que em 2005, sua divisão de computadores pessoais foi vendida para a Lenovo.
Mas nem por isso a IBM perdeu seu posto na história da computação. Atualmente é considerada, pela Fortune, a 18ª maior empresa dos Estados Unidos e a 31ª do mundo, além de ser a 7ª mais lucrativa no mercado norte-americano.
A IBM, mesmo correspondendo a US$ 197 bilhões em valor de mercado, ainda está atrás da Apple e Microsoft, que possuem, respectivamente, US$ 300 bilhões e US$ 200 bilhões. Mas nem por isso a empresa perdeu seu posto no mercado corporativo.
Atualmente a empresa possui 400 mil funcionários em 170 países, sendo que no Brasil a IBM detém dois centros de pesquisa e desenvolvimento, localizados no Rio de Janeiro e São Paulo.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Andrés Sanchez é sim uma pessoa honésta!!!!.
Não sou amigo do Andrés Sanchez , ou do Rosemberg ou de outro membro da atual diretoria corinthiana , mas assistindo uma reportagem da Rede Record , observei um ataque descabido ao Presidente Andrés Sanchez , e que o mesmo ataque vai acabar atingindo o Corinthians , antes de citar quem é o verdadeiro alvo da Record , vou falar aos Senhores que Andrés Sanchez é sim uma pessoa HONESTA , com carater , integro e honrado , um ex-verdureiro , Corinthiano dedicado , a reportagem mostra um local em Alphaville ,um bairro nobre da cidade de Barueri-SP onde se aluga espaços , para instalar empresas , o condominio oferece toda estrutura , e quando voce necessitar para receber clientes ou reuniões voce utiliza , eventualmente , qual a ilegalidade nisto ? , nenhuma eu mesmo já usei aqueles serviços quando precisei , tudo dentro da lei , voce esta iniciando uma empresa , precisa , aluga , e daí ? , mas já afirmaram sem dar defesa ao Andrés que éra algo suspeito , e por ai vai , outra coisa , o Rosemberg falando de drogas e prostituição em reunião no Corinthians , a reportagem da Record ficou horrorizada , em reuniões de Corinthianos sai de tudo , o assunto pode ser reforma de um Jardim , ai um fala da garota tal , do restaurante que é bom "pra car..." e por ai vai , porque este tipo de assunto consta da ata oficial das reuniões do Corinthians ? , porque o Andrès determinou total transparencia , tudo que for dito em reunião deve ser feita ata com texto integral e publicada , com palavrões , assuntos descabidos etc , . Quem assim o desejar tome conhecimento . Outro fato citado " Kia e Andrés viraram íntimos. Saíam sempre juntos para aproveitar a noite paulistana." E dai ? a tempos atraz quando se encontravam bebiam , e dai ? nenhum deles iria jogar pelo time no dia seguinte . Citam ainda que o Kia é o presidente , ai nem comento . A verdade é a seguinte , alguem esta descontente com o fato da Rede Globo deter direitos de transmissão dos jogos no Campeonato Brasileiro de Futebol , e alguma coisa esta acontecendo para as transmissões das Olimpiadas , atacam Ricardo Teixeira e João Havelange não acredito que sejam santos , mas colocar o Andrés no rolo , atingir o Corinthians, em um ataque a Rede Globo demais.
publicado em 14/06/2011 às 21h23:Do Jornal da Record
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tem um aliado de peso em São Paulo: é o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.
Num clube cheio de craques, com a segunda maior torcida do Brasil, e uma das mais apaixonadas do mundo, ele conseguiu ficar em evidência sem nunca calçar uma chuteira - longe do gramado, na tribuna de honra.
O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, não esconde o que deseja e, sobretudo, o que faz no futebol.
Em 2007, o Corinthians passou pelo vexame de ver a sua sede invadida pela polícia. Com autorização da Justiça, agentes recolheram documentos e computadores. O alvo era o então presidente Alberto Dualib.
Andrés Sanchez tinha sido vice-presidente de futebol de Dualib pouco antes: eram os tempos de Carlitos Tevez dentro de campo.
Fora de campo, quem comandava era Kia Joorabchian (representante da então parceira MSI). O iraniano era acusado de usar o clube para lavar o dinheiro roubado pela máfia russa.
Kia e Andrés viraram íntimos. Saíam sempre juntos para aproveitar a noite paulistana.
Dualib acabou condenado a três anos e quatro meses de prisão em regime aberto. Andrés escapou, não se sabe como.
Acuado pela polícia, Andrés pulou rápido para o barco da oposição. E acabou eleito presidente do Corinthians em 2007.
Quem conhece os bastidores da política corintiana, como o jornalista e blogueiro Paulo Cézar Prado, o Paulinho, diz que a parceria com Kia continua.
- O senhor Andrés Sanchez é laranja do senhor Kia Joorabchian. Kia Joorabchian é hoje o presidente de fato do Corinthians e o André Sanchez é o presidente de direito.
Corintiano da velha guarda, Cyborg coleciona denúncias contra Andrés Sanchez. Ele já pediu ao conselho deliberativo do clube informações sobre transferências de jogadores, que considera suspeitas.
- Contratar 130 jogadores para disputar três anos de campeonato? Nem o Dualib que ficou 15, 14 anos no poder contratou tanto. E nem no mundo. Essa metodologia deixa muita dúvida no seu procedimento.
Paulinho investiga negócios suspeitos feitos pelo Corinthians na gestão de Andrés Sanches. Ele entrevistou Dimitris Tzalas - conhecido como "Grego" - que compra e vende jogadores. E já fez vários negócios com o Corinthians.
- É realmente uma quadrilha. Estão ganhando muito dinheiro. Não tem negócio feito no Corinthians que o Andrés não leve comissão. Não é à toa que o chamam de "Taxinha".
- Ele tem cópia dessas transações? Ele tem cópia, ele me mostrou, eu vi cópia dos comprovantes de transferência, dos TEDs bancários.
O empresário também teria dito ao blogueiro que na compra de Souza - um atacante que marcou época pelos gols que não conseguia fazer - o Corinthians pagou 700 mil euros para um intermediário - Carlos Leite - que segundo ele redistribuía o dinheiro.
- Este é o TED da conta do Carlos Leite para a Luppi [R$ 700 mil datados de 11/01/2009]. Tenho outro aqui, do Carlos Leite para o Oliveiro Junior [R$ 350 mil], agora, este daqui você vai reconhecer… da Luppi para o Wagner Martins Ramos… sabe quem é, né?
Wagner foi sócio de Andrés na Sol Embalagens Plásticas, como aparece nos documentos da Junta Comercial de São Paulo.
Hoje, a empresa está em nome de um primo de Andrés - José Sanchez Oller.
José, Wagner e Andrés têm uma vida empresarial movimentada. Já foram ou ainda são sócios de 43 empresas. Elas mudam frequentemente de nome e endereço.
Algumas sequer funcionam. Em um dos endereços, a recepcionista diz que não há ninguém no momento que possa responder pela empresa.
Outro exemplo: um escritório de advocacia em Alphaville, na Grande São Paulo, é a sede no papel de pelo menos três empresas de Andrés, do primo e do amigo Wagner. Mas a recepcionista diz que ali é apenas um endereço para correspondência.
Quando começou a frequentar o Corinthians, Andrés Sanches era um homem pobre. A família vivia do dinheiro de uma banca de verduras no Ceasa de Campinas. Depois, abriu uma fábrica de embalagens.
Hoje, a simplicidade é coisa do passado. Dentro de seu carrão importado, gosta de dizer que é um homem bem-sucedido. Cyborg estranha o padrão de vida do dirigente.
- Como é que milionário não tem nada no nome dele? Ele não tem nenhuma propriedade no nome dele?
Com fama de explosivo e boêmio, Andrés Sanchez virou um personagem importante, não apenas para o Corinthians, mas para a estrutura de poder do futebol brasileiro. Ele virou parceiro preferencial de Ricardo Teixeira, o chefe da CBF. Foi assim que o presidente do time mais popular de São Paulo decidiu votar de acordo com os interesses de Teixeira e da TV Globo, na eleição para o Clube dos 13.
Um dos candidatos era Fabio Koff. Ele prometia uma negociação dura pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.
Ricardo Teixeira, aliado da Globo, lançou outro nome: Kleber Leite, com um cabo eleitoral de peso - Andrés Sanchez.
Kleber perdeu, mas Andrés foi premiado pela lealdade: virou chefe da delegação brasileira na Copa da África do Sul.
Em 2011, o corintiano devolveu a gentileza: rompeu com o Clube dos 13 e anunciou que negociaria diretamente com a Globo os direitos do Brasileirão.
Em maio, num encontro com dirigentes, nem fez cerimônia.
- Sou amigo do Ricardo Teixeira mesmo, sou amigo da Globo mesmo, apesar de ser gangsteres, sou amigo não sei de quem, eu não tenho problema não. Agora, eu vejo meu clube.
A declaração pegou mal com parceiros que foram tão generosos com o Corinthians - a ponto de oferecer ao clube a chance de realizar um velho sonho: construir seu próprio estádio.
Manobra para tirar o Morumbi da Copa
Até dois anos atrás, ninguém tinha dúvidas de que o Morumbi seria o estádio paulista na Copa de 2014.
O São Paulo, dono do Morumbi, fez um primeiro projeto, e depois de receber novas instruções da Fifa, preparou o segundo desenho, que previa até cobrir o estádio. O custo da reforma era de R$ 256 milhões.
Naquela ocasião, Ricardo Teixeira e o então presidente Lula foram até o estádio e entraram em campo para anunciar que o novo Morumbi reunia as condições para receber o jogo de abertura da Copa do Mundo no Brasil.
Hoje, a promessa, que foi testemunhada por Andrés Sanchez, virou foto na parede.
No ano seguinte, tudo mudou. O motivo: o São Paulo apoiou Fabio Koff para o Clube dos 13, irritando Ricardo Teixeira.
A partir de então, o estádio do Tricolor passou a ser bombardeado pela CBF. O comitê brasileiro fez novas exigências, o que dobraria o custo da reforma. O São Paulo não aceitou, e o Morumbi ficou fora da Copa.
O advogado Francisco Mansur, que coordenava as adaptações do Morumbi para a Copa diz que a decisão de excluir o estádio do torneio foi eminentemente política.
- O Morumbi não ficou fora da Copa por nenhuma questão técnica de reforma. O Morumbi ficou fora da Copa por uma decisão política do presidente da CBF e que também é o presidente do comitê organizador local.
No lugar do Morumbi, entrou Andrés Sanchez com o projeto da Arena do Timão, que teria o custo de R$ 1 bilhão, quatro vezes mais do que a reforma do estádio do São Paulo,
A obra do novo estádio precisa de R$ 420 milhões de dinheiro público - que viriam de incentivos fiscais da prefeitura. E mais R$ 400 milhões de empréstimo do BNDES, também dinheiro público. Ainda assim, a conta só fecharia com mais R$ 180 milhões.
Dinheiro para o estádio do Corinthians
A ata de uma reunião no Corinthians explica como a construtora Odebrecht foi convencida a bancar parte da obra. Segundo o diretor de marketing do clube, Luiz Paulo Rosenberg, a empresa concluiu que poderia lucrar com as obras no entorno do estádio.
- Tá bom, eu vou fazer esse estádio no talo, mas vou fazer viaduto, vou fazer não sei o quê. Quando virar estádio de Copa tem mais dinheiro.
O mesmo diretor usou uma comparação infeliz para convencer os conselheiros de que o estádio seria lucrativo.
- Tem uma taxa de retorno de cocaína e de prostituição. Nada mais tem uma taxa de retorno de 40%.
Polêmicas à parte, Andrés Sanchez entrega o cargo no fim desse ano e se considera um vitorioso.
Mansur diz que Andrés acredita que o Corinthians vá ser beneficiado com o apoio a Teixeira.
- O presidente do Corinthians acredita claramente que ao apoiar incondicionalmente a CBF vai agregar vantagens que ele diz que são em favor do clube. O tempo vai dizer quem vai se beneficiar dessas vantagens: se o Corinthians mesmo ou as pessoas envolvidas com isso.
Se o estádio ficar mesmo pronto, quem vai pagar as dívidas? A nova direção do Corinthians? E, afinal, o homem que se diz amigo de gângsteres vai deixar a conta para o torcedor brasileiro?
Andrés Sanchez não quis se pronunciar sobre o conteúdo da reportagem. O empresário Carlos Leite negou as acusações. Dimitris Tzalas não negou e nem desmentiu os fatos apontados.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, Marcos Cintra, disse que a isenção fiscal concedida ao estádio do Corinthians trará benefícios à população, como a geração de empregos.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Estádio do Corinthians, bagunça geral.
Nesta terça-feira, aconteceu uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, entre o COL, representado por Ricardo Trade, o Comitê Paulista da Copa, a Fifa, o Corinthians, a Odebrecht e os governos municipal e estadual.
O valor estimado do orçamento da construção do novo estádio do Corinthians, em Itaquera, já caiu de R$ 1,07 bilhão para R$ 800 milhões. A informação foi passada nesta terça-feira pelo vice-presidente de Marketing do clube, Luiz Paulo Rosenberg, e pela construtora Odebrecht ao Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. Falta, ainda, reduzir cerca de R$ 100 milhões para chegar ao custo pretendido pela diretoria corintiana.
A redução do valor da obra, de acordo com Gilmar Tadeu Ribeiro, secretário especial de Articulação da Copa por São Paulo, deve-se a uma questão fiscal. No orçamento, a empresa levará em conta o pagamento de tributos federais - para o Mundial há um regime especial de isenção, exigência da Fifa e aceita pelo governo federal.
O projeto financeiro também foi debatido nessa mesma reunião desta terça-feira. A Odebrecht vai recorrer a um banco, provavelmente o Votorantim, para ser avaliada do empréstimo de R$ 400 milhões que será pedido ao BNDES para a construção do estádio que receberá os jogos em São Paulo na Copa de 2014.
Ocorre na verdade que o BNDES não faz emprestimos diretamente ao interessado , ele exige que um banco faça a ligação , ou seja ele utiliza um agente financeiro para repassar o emprestimo , e este agente recebe uma remuneração por isto , o que encarece o emprestimo , estavam tentando a Caixa Economica Federal , agora já falam no Votorantim, a operação com o Banco Votorantim é indireta. O banco oferece garantias ao BNDES mediante compensação acertada com a construtora da obra e com o Corinthians.
O Corinthians nega que o Votorantim será o agente que viabilizará a liberação da verba. A Odebrecht diz que "as negociações estão bastante avançadas". O Votorantim admite que houve um contato informal, porém nega que o acordo esteja fechado. , quanto a justificativa para a queda no valor do orçamento , é descabida uma vez que a Construtora Odebrecht , possui funcionários altamente capacitados na elaboração de orçamentos e custos de uma obra , observem que a Construtora Odebrecht deu inicio as obras sem financiamento aprovado e utilizando recursos própios , estimado em R$ 30 milhões de reais , até agora o que foi feito no local nada mais que a limpeza , com numero de maquinas reduzido tiraram o mato , parte do barranco e espalharam o entulho que havia no local , o solo não foi até agora trabalhado , nem se removeu nada ou acrescentaram argila de primeira para melhor compactação .Literalmente a óbra esta em marcha lenta .
A outra proposta do Bradesco e da construtora alemã Hochtief ,do Banco Banif , apresentada Pelo Dr Manuel da Lupa , que se lastreava por um grupo de investimento Suisso e auditada pela PricewaterhouseCoopers http://www.pwc.ch/ , éra bem melhor para o Corinthians , que simplesmente receberia as chaves sem gastar um centavo , este projéto em curso da Construtora Odebrecht sequer tem uma empresa como a PricewaterhouseCoopers para fazer auditoria , a prova da bagunça geral é o sobe e desce do preço a ser pago pelo Corinthians .
segunda-feira, 6 de junho de 2011
The underground world of computer hackers.
The underground world of computer hackers has been so thoroughly infiltrated in the US by the FBI and secret service that it is now riddled with paranoia and mistrust, with an estimated one in four hackers secretly informing on their peers.
Cyber policing units have had such success in forcing online criminals to co-operate with their investigations through the threat of long prison sentences that they have managed to create an army of informants deep inside the hacking community.
In some cases, popular illegal forums used by cyber criminals as marketplaces for stolen identities and credit card numbers have been run by hacker turncoats acting as FBI moles. In others, undercover FBI agents posing as "carders" – hackers specialising in ID theft – have themselves taken over the management of crime forums, using the intelligence gathered to put dozens of people behind bars.
So ubiquitous has the FBI informant network become that Eric Corley, who publishes the hacker quarterly, 2600, has estimated that 25% of hackers in the US may have been recruited by the federal authorities to be their eyes and ears. "Owing to the harsh penalties involved and the relative inexperience with the law that many hackers have, they are rather susceptible to intimidation," .
"It makes for very tense relationships," said John Young, who runs Cryptome, a website depository for secret documents along the lines of WikiLeaks. "There are dozens and dozens of hackers who have been shopped by people they thought they trusted."
The best-known example of the phenomenon is Adrian Lamo, a convicted hacker who turned informant on Bradley Manning, who is suspected of passing secret documents to WikiLeaks. Manning had entered into a prolonged instant messaging conversation with Lamo, whom he trusted and asked for advice. Lamo repaid that trust by promptly handing over the 23-year-old intelligence specialist to the military authorities. Manning has now been in custody for more than a year.
For acting as he did, Lamo has earned himself the sobriquet of Judas and the "world's most hated hacker", though he has insisted that he acted out of concern for those he believed could be harmed or even killed by the WikiLeaks publication of thousands of US diplomatic cables.
"Obviously it's been much worse for him but it's certainly been no picnic for me," Lamo has said. "He followed his conscience, and I followed mine."
The latest challenge for the FBI in terms of domestic US breaches are the anarchistic co-operatives of "hacktivists" that have launched several high-profile cyber-attacks in recent months designed to make a statement. In the most recent case a group calling itself Lulz Security launched an audacious raid on the FBI's own linked organisation InfraGard. The raid, which was a blatant two fingers up at the agency, was said to have been a response to news that the Pentagon was poised to declare foreign cyber-attacks an act of war.
Lulz Security shares qualities with the hacktivist group Anonymous that has launched attacks against companies including Visa and MasterCard as a protest against their decision to block donations to WikiLeaks. While Lulz Security is so recent a phenomenon that the FBI has yet to get a handle on it, Anonymous is already under pressure from the agency. There were raids on 40 addresses in the US and five in the UK in January, and a grand jury has been hearing evidence against the group in California at the start of a possible federal prosecution.
Kevin Poulsen, senior editor at Wired magazine, believes the collective is classically vulnerable to infiltration and disruption. "We have already begun to see Anonymous members attack each other and out each other's IP addresses. That's the first step towards being susceptible to the FBI."
Barrett Brown, who has acted as a spokesman for the otherwise secretive Anonymous, says it is fully aware of the FBI's interest. "The FBI are always there. They are always watching, always in the chatrooms. You don't know who is an informant and who isn't, and to that extent you are vulnerable."
Day 1: Global Cooperation on Global Cyber Threats
Seats were tough to find at the first day of the Eastwest Institute’s Second Worldwide Cybersecurity Summit in London, where more than 450 government, industry and technical leaders from 43 countries gathered to craft new solutions for threats facing our digital world. Speakers called for cooperation between businesses, between governments, and across sectors.
“We need to be more open about discussing the threats and the issues around cybersecurity,” said Sir Michael Rake, Chairman, BT Group plc., in a keynote address. “I think that it’s an area that will require huge investment and government-business cooperation.”
While speakers on the business panels pointed to a few examples of collaboration including an industry-government working group set up under British Prime Minister David Cameron to tackle cyber crime, they portrayed cooperation and information-sharing between competitors as all too rare.
“Companies actually underestimate the threats and quite often they don’t know what the real threats are,” said Natalya Kaspersky of leading anti-virus software provider Kaspersky Lab. “Even when they do, they tend to hide these facts.”
Other participants also pointed out that, to protect their reputations, companies often underreport the damage inflicted by cyber attacks.
“As our dependency on cyberspace grows, so does our need to be able to share information and act as a more united force against the cyber threat,” said Martin Sutherland, Managing Director of BAE Systems Detica, who estimated that cyber crime costs the private sector in the U.K. alone 21 billion pounds a year.
Shawn Henry of the FBI cast a positive light on recent international efforts to fight cyber crime, saying that the FBI arrested over 200 cyber criminals in 2010. He explained, “Our ability to partner with many different countries allowed us to not only identify those actors but extradite them and bring them to justice.”
“No single country can deal with cross border issues such as hacking, viruses, or spam,” said Liu Xiaoming, China’s ambassador to the United Kingdom. “China stands for extensive international cooperation.”
The summit becomes interactive this afternoon, as participants gather in smaller breakthrough groups to discuss cooperative solutions for everything from securing the undersea cables that carry over 97% of internet traffic to ensuring emergency cooperation after disasters.
One breakthrough group will continue discussions between Chinese and U.S. experts on regulating spam – an ongoing bilateral process that has produced a major report, Fighting Spam to Build Trust.
In his opening remarks, EWI President John E. Mroz said that building trust is the key to cooperation – the kind of cooperation that produces concrete solutions.
“As we make progress in these relationships, we should face up to the fact that at both the national and international levels, there is a worrisome trust deficit between us—that is across professional disciplines—business, technology, law enforcement and policy,” said Mroz. “We have to address that.”
Day 2: EWI’S Cybersecurity Summit Advances Solutions for Digital Problems
On the second day of the EastWest Institute’s Second Worldwide Cybersecurity Summit in London, 450 private and public sector delegates advanced solutions to the complex problems facing our digital world.
Meeting in smaller “breakthrough groups,” participants hammered out next steps for everything from channeling emergency messages through congested networks, to securing global supply chains, to safeguarding the undersea cables that carry over 97% of Internet traffic.
“The technology is available – it’s not the impediment,” said the U.S. National Security Council’s former Acting Senior Director for Cyberspace Melissa Hathaway. “It's really that we need to move to collective action.”
What would that collective action look like? Several speakers called for business and technical experts to lead collaborative efforts with governments around the world.
EWI’s Chief Technology Officer Karl Rauscher applauded Huawei’s Chief Technology Officer Matt Bross’s personal commitment to champion the exploration of deploying international priority communications on all appropriate network systems.
“This would be one of the most dramatic examples of a proactive private sector initiative to save lives and property in future catastrophes,” said Rauscher.
Scott Charney, Microsoft’s Corporate Vice President for Trustworthy Computer, said to help counter global cyber threats, businesses need to ensure the transparency of IT product development and transport, adding, “We need a sensitive risk-based approach to help governments grapple with supply-chain concerns.”
Speakers on topics ranging from fighting cyber crime to protecting children online pointed out that cybersecurity challenges are borderless challenges.
Lt. General (Ret.) Harry D. Raduege, Jr., Chairman of the Deloitte Center for Cyber Innovation, shared a revelation he had during a trip to India.
“Isn’t our own homeland security dependent on India’s homeland security and their cybersecurity?” said Raduege. “These things are becoming interrelated as we gain more dependence on cyberspace.”
Panelists also discussed plans for EWI’s Third Cybersecurity Summit, to be held in Delhi in October 2012, and ongoing collaborations in between.
“I’d like to see us create a working group which talks about cybersecurity espionage and cyber conflict in a big way,” said Dr. Kamlesh Bajaj, Chief Executive Officer of the Data Security Council of India. “Cybersecurity is now intertwined with international security, and you can't divorce it from that.”
domingo, 5 de junho de 2011
Israelenses abriram fogo contra manifestantes.
Pelo menos 14 manifestantes sírios e palestinos morreram e mais de 200 ficaram feridos neste domingo (5) após serem atingidos por disparos de soldados israelenses na fronteira entre Síria e Israel, disse a TV estatal síria.
Segundo informações da TV síria, tropas israelenses abriram fogo contra manifestantes que tentavam atravessar a cerca de proteção que demarca a fronteira entre os dois países nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel em 1967.
De acordo com a agência de notícias estatal síria, Sana, soldados israelenses avisaram, em árabe, que “qualquer um que tentar atravessar a fronteira será [seria] morto”. Os soldados utilizaram gás lacrimogêneo e posicionaram franco-atiradores próximos ao alambrado para impedir os manifestantes de se aproximarem dos territórios ocupados. A imprensa síria também afirma que os israelenses atiraram contra ambulâncias e equipes de bombeiros que tentavam prestar socorro às vítimas.
O domingo marcou o 44º aniversário da Guerra dos Seis Dias e Israel está em estado de alerta para evitar a repetição dos protestos pró-palestina de maio, quando milhares de palestinos protestaram nas fronteiras de Israel com a Síria e com o Líbano. No “naqba” (“dia da tragédia”, como os árabes chamam o aniversário da fundação de Israel), 13 pessoas morreram em confrontos com o Exército israelense.
Manifestantes fincam bandeira palestina em território israelense
Um correspondente da agência de notícias Reuters no local viu pelo menos 10 manifestantes sendo levados em macas pela multidão, mas não avistou sinais de buracos na principal barreira da fronteira.
Entretanto, há informações de que os manifestantes conseguiram cortar o arame farpado que Israel colocou na aérea entre a cerca, que fica dentro do território ocupado por Israel, e a fronteira Síria, delimitada por marcos de pedra da ONU. Eles fincaram uma bandeira palestina na barreira no planalto rochoso, que Israel capturou junto com a Cisjordânia e a Faixa de Gaza no conflito de 1967.
Horas antes do surto de violência, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu disse que ele tinha ordenado às forças de Israel que agissem com moderação, mas também com determinação, para impedir qualquer violação das fronteiras.Não vamos permitir que isso aconteça.
Não houve relatos de incidentes ao longo da fronteira libanesa. Na Cisjordânia ocupada, cerca de 100 manifestantes palestinos se dirigiram até um posto de controle militar israelense, onde os soldados dispararam gás lacrimogêneo e o grupo se dispersou.
Autoridades israelenses disseram que o presidente sírio Bashar al Assad deu um sinal verde para os protestos em Golã, a fim de desviar a atenção internacional da repressão às revoltas populares contra o regime.
Os protestos de manifestantes desarmados na fronteira aumentaram as preocupações de Israel de que os palestinos, inspirados pelas revoltas populares no mundo árabe, venham a adotar uma tática calculada para atrair uma resposta violenta e aumentar a simpatia mundial pela causa.
EUA vetarão pedido de reconhecimento de Estado palestino na ONU.
Depois de se reunir em Washington com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, o principal negociador palestino, Saeb Erekat, anunciou nesta quinta-feira que o governo americano decidiu vetar qualquer pedido que o presidente Mahmoud Abbas faça à ONU pelo reconhecimento do Estado palestino.
Erekat e outro representante de Abbas, Nabil Abu Rudeina, foram a Washington para tentar convencer o governo americano a não utilizar seu direito ao veto no Conselho de Segurança da ONU contra o pedido - que deverá ser feito pela Autoridade Palestina em setembro.
Não ficou claro se os palestinos continuarão com seus planos apesar da ameaça de veto americana.
De acordo com Abbas, o fracasso do processo de paz torna o pedido de reconhecimento de um Estado a única alternativa palestina.
No entanto, o presidente palestino reiterou que estaria disposto a retomar as negociações de paz se Israel concordasse com a posição do presidente americano, Barack Obama. Ele defende que a base para a solução do conflito deve ser o respeito às fronteiras anteriores à guerra de 1967.
No conflito, conhecido como Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental - territórios reivindicados pelos palestinos para neles fundar seu Estado.
Outra condição de Abbas para retomar as negociações é o congelamento da construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
Em sua ultima visita a Washington, o primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, rejeitou ambas as condições.
Netanyahu declarou que o plano com base nas fronteiras de 1967 é "indefensável" e rejeitou o plano do presidente Obama para a retomada do processo de paz.
O premiê israelense também afirmou que Jerusalém é a "capital indivisível de Israel".
Divergências
De acordo com a imprensa israelense e palestina, existem divergências dentro da liderança palestina sobre o plano de pedir o reconhecimento da ONU.
O primeiro-ministro palestino, Salam Fayad, é contra a iniciativa porque acha que os palestinos não terão ganhos concretos, uma vez que continuará a ocupação israelense.
De acordo com o jornal Haaretz, o embaixador palestino na ONU, Nasser El Kidwa, também se opõe à iniciativa.
El Kidwa é parente do líder palestino falecido Yasser Arafat, e é considerado um dos candidatos possíveis à Presidência palestina nas próximas eleições.
Já Abbas e Nabil Shaat, um dos lideres mais importantes do Fatah, defendem a posição de que os palestinos sairão fortalecidos se receberem o reconhecimento da ONU e poderão, então, negociar com Israel tendo uma posição diplomática mais sólida.
O grupo dos Países Não Alinhados - com 120 nações principalmente de África, Ásia e Europa Oriental - anunciou que apoiará a iniciativa palestina na ONU.
Em dezembro de 2010, o governo brasileiro anunciou seu reconhecimento do Estado Palestino com base nas fronteiras anteriores à guerra de 1967. O anúncio, feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dias de sua gestão, recebeu apoio de quase todos os países da América Latina.
De acordo com cálculos de analistas locais, mais de 140 países já declararam que apoiarão o reconhecimento do Estado Palestino, e já está garantida uma vasta maioria em favor da iniciativa entre os 192 Estados-membros da ONU.
Nessas circunstâncias, um Estado palestino certamente receberia o reconhecimento da Assembleia Geral da ONU. No entanto, para se transformar em um Estado reconhecido pela organização, a proposta teria que obter a recomendação do Conselho de Segurança, que seria vetada pelos Estados Unidos.
sábado, 4 de junho de 2011
Tina Turner biography.
Tina Turner (born Anna Mae Bullock, November 26, 1939) is a Grammy-winning multi-platinum American rock / soul singer songwriter actress and writer, she is the most successful female rock artist of all time, she began her story career by joining Ike Turner to as Ike & Tina Turner Revue in 1960 they had a series of hits like "A Fool in Love" "It will be okay" a cover of Creedence Clearwater Revival's "Proud Mary" and the autobiographical "Nutbush City Limits" and was widely admired by his audiences and colleagues The couple originally met in a club where Ike’s band, Kings of Rhythm, was playing. After watching other audience members sing with the group, 17 year old Anna Mae Bullock grabbed the microphone. Her raspy voice attracted Ike, and she was invited to temporarily sing with the band. She soon became a permanent addition and was the lead singer on their first single, “A Fool in Love”. At Ike’s suggestion, she became “Tina Turner,” and as soon as he divorced his first wife, they were married. The group, now known as The Ike and Tina Turner Revue, were soon the stars of the soul circuit. By the time they reached The Ed Sullivan Show, they already had three Top 40 hits.
On January 11 1970, the Turners took over the Sullivan stage. Tina strutted out in a short, gold fringed dress, while The Ikettes, three girls in matching hot pink dresses, sang and danced behind her. Ike, in a hip lavender suit, stood in back, jammed on the guitar and kept an eye on things. “Proud Mary” (originally done by Creedence Clearwater Revival) had never sounded so funky. It’s a classic performance that starts out “nice and easy”, with Ike slowly singing “ro-lling on the rii-vaah”. But then the music picks up and they get to the “rough part” Tina warned us about.
After this three and a half minute tornado, The Revue quickly switched gears and did a soulful rendition of a song Ike wrote, “Bold Soul Sister.” Then Ed bid them farewell and told them he’d see them at the opening of the Las Vegas International Hotel, now the Las Vegas Hilton.
“Proud Mary” would be their biggest success, reaching #4 and winning them a Grammy Award. But plagued with controversy, Ike and Tina’s relationship would only last until 1978. When Tina began to pursue independence, Ike, fueled by cocaine, became abusive. Tina slowly crawled her way up, touring across most of Europe and Africa, and when she finally came back to the US, she was an international superstar. Her solo album, “Private Dancer” sold 11 million copies, and spawned the # 1 “What’s Love Got to do With it”. Tina wrote an autobiography that became a successful film, and remains active in the music industry. The duo was inducted into the Rock and Roll Hall of Fame in 1991, and sixteen years later, 76 year old Ike died of a drug overdose.
After his divorce from Ike Turner (he had been abusing her for many years) she took on a solo career in the late 70th century, it was not until 1983 with the launch of a cover of Al Green's & # 8220, Let's Stay Together "as shecontinued to make one of the largest response to speech in music history Her fifth Solo album "Private Dancer" produced many hits and earned her four Grammy awards in 1985 she starred in "Mad Max Beyond Thunderdome" next to Mel Gibson and not only received a NAACP Image Award for her role as Aunty Entity, but also received a Grammy for "We Do not Need Another Hero" a song from the soundtrack album Next Tina took her story to the public through its best-selling biography "" I Tina written with Kurt Loder She followed "Private Dancer" with "Break Every Rule" and "Foreign Affair "Each album was followed by successful world tours Tina Turner announced that she would retire after the" Foreign Affair "Tour
Ike and Tina Turner were inducted to the Rock N Roll Hall ofFame in 1991 the same year she released her first greatest hits CD "Simply The Best" which went platinum in 1993 her life story was made into a movie "What's Love Got to do with it", she helped promote it with remakes of old Ike and Tina No She has also recorded three new songs for the soundtrack album Among the new songs was "I Don did not want to fight" which went to # 9 on the Billboard charts and was nominated for a Grammy, she followed the album with a U.S. tour
Tina Turner came out of retirement to making their first original album in 1995, following the success of her song & # 8220, Goldeneye "from the James Bond film of the same name, she released" Wildest Dreams "in 1996 became the spokeswoman for Hanes hosiery and started yet another world tour that continued into 1997One would think that at 56 Mary Turner had done enough to satisfy a lifetime of achievements, but there was more to come
In 1999, Tina Turner was 60 and released the album "Twentyfourseven" and a world tour followed, she said, once again that this would be her last tour, the "Twenty Four Seven" tour was ranked # 1 tour in 2000 In 2004 she released "good luck" his second greatest hits CD in Europe It was released in February 2005 in the U.S. and debuted at # 2 the charts
In December 2005, Tina Turner was honored with the prestigious Kennedy Award for his efforts in her musical career in 2006 Tina Turner and singer Elisa released the song "Teach Me Again" which went to # 1 song was in Italy for the movie "All the Invisible Children 'and all försäljning went to UNICEF
In May 2007, Turner returned to the stage to headline a benefit concert for Cauldwell Children's Charity at London's Natural History Museum This was her first full show in seven years, jazz pianist Herbie Hancock released an album to pay tribute to singer-songwriter Joni Mitchell entitled River: The Joni Letters, September 25, 2007 on the Turner contributed her vocals to a version of "Edith and The Kingpin" On October 16, 2007 Carlos Santana released an album entitled Ultimate Santana, Which featured Turner sings "The Game of Love"; a song originally intended for her to sing but who was released by Santana with Michelle Branch on the basis of demands from the record label In 2009, Turner took part in Beyond Singing projects with musicians RegulationCurti and Dechen Shak Dagsay This CD combined Buddhist songs and Christian choral music with a spiritual message read by Turner
Tina performed with Beyoncé at the 50th annual Grammy Awards in February 2008, it was Turner's first major public appearance since her record "Twenty - Four Seven Tour "In addition, she picked up a Grammy as a featured artist on the River: The Joni Letters On 5 May 2008 she performed in a concert at Caesar's Place in Las Vegas with längevän Cher
Turner began his" Tina!: 50th Anniversary Tour "October 1, 2008, which began in Missouri in Kansas City Sprint Center Album Tina!: Her Greatest Hits was released in support of Turner's tour North American tour proved a great success, selling out each day och list U.S. $ 477 million U.S. dollars her European tour has become the second highest-grossing tour worldwide list U.S. $ 835,000,000 in just 52 shows bringing their estimated total gross of over U.S. $ 130 million U.S. dollars, she had five sold-out show on TheO2
Tina currently lives in Switzerland and France with his long-standing companion Erwin Bach .
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Acid Queen - Tina Turner .
| Tina Turner |
| Tina Turner |
Music by The Who. From Ken Russell's movie, featuring Tina Turner as The Acid Queen.
If your child ain't all he should be now
This girl could put him right.
I'll show him what he could be now
Just give me one night.
I'm the Gypsy - the acid queen.
Pay before we start.
I'm the Gypsy - I'm guaranteed.
I'll tear your soul apart.
Give us a room, close the door
Leave us for a while.
Your boy won't be a boy no more
Young, but not a child.
I'm the Gypsy - the acid queen.
Pay before we start.
The Gypsy - I'm guaranteed.
I'll tear your soul apart.
Gather your wits and hold on fast,
Your mind must learn to roam.
Just as the Gypsy Queen must do
You're gonna hit the road.
My work is done now look at him
He's never been more alive.
His head it shakes his fingers clutch.
Watch his body rise!
I'm the Gypsy - the acid queen.
Pay before we start.
I'm the Gypsy - I'm guaranteed.
To break your little heart.
If your child ain't all he should be now
This girl will put him right.
I'll show him what he could be now
Just give me one night.
I'm the Gypsy - the acid queen.
Pay before we start.
I'm the Gypsy - I'm guaranteed.
to break your little heart
Ike & Tina Turner - Get it on .
Ike and Tina turner at the German TV-Show "Musikladen" 1974.
Lyrics:
You don't know girl how you blow my mind
I said now
baby won't you hear what I say
I want your lovin' in the worst darn way so come on
Baby let's get it on!
Well you're the finest girl I ever found in my life
I wanna stick to you like white on white so come on
Baby let's get it on
Now I said now:
Baby
baby
baby
get it on!
You know that I've been waiting too doggone long
so come on
Baby let's get it on!
Now you don't want me enough for me to turn me on
Come on
baby
what you're waitin' on? Come on
Baby
baby
baby
get it on!
Now you're the finest girl just as fine as can be
I want ev'ry joy for you and me so come on
Baby let's get it on.
Now I said now ...
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