sexta-feira, 16 de março de 2012

O Poderoso Chefão - Michael Corleone e Apollonia Vitelli-Corleone





Um diretor inexperiente, como Francis Ford Coppola, e um ator supostamente acabado, como Marlon Brando, aparecem como responsáveis por uma obra prima sem paliativos na história do cinema: "O Poderoso Chefão", que se transformou em um verdadeiro clássico e não perdeu seu vigor mesmo 40 anos depois.


O cinema de grande formato parecia coisa do passado. A grandiosidade épica era vinculada à última época dos grandes estúdios, uma relíquia que só diretores como David Lean sabiam realizar com dignidade.

Mas, um jovem diretor ítalo-americano chamado Francis Ford Coppola, que tinha escrito o roteiro de "Patton" e dirigido filmes medianos, encontrou no descalabro moral um novo código mitológico, assim como no proceder mafioso uma nova poética da violência e nas ruas de Nova York uma interminável paisagem de corrupção fascinante.

Apesar da desconfiança do projeto com a apologia da "Máfia", uma palavra que não podiam usar, Coppola começou a traduzir o livro de Mario Puzo ("The Godfather") em imagens que combinavam o clima siciliano com a dinâmica implacável do capitalismo na sociedade americana do século XX.


Os Coppolas, como se fossem um clã de mafiosos em si mesmos, também serviram de inspiração para outras partes do filme, se transformando em "O Poderoso Chefão". De fato, Coppola é o nome de um tradicional chapéu siciliano.


Para representar o verdadeiro Poderoso Chefão, o personagem Don Vito Corleone, Francis Ford Coppola convidou o que considerava o melhor ator de todos os tempos, Marlon Brando, que foi transformado em um carismático, agressivo e elegante ancião. Com este trabalho, o ator ganhava seu segundo Oscar.


O elenco ainda contaria com três atores secundários que se enfrentaram pelo mesmo Oscar - Al Pacino, Robert Duvall e James Caan - e com uma jovem Diane Keaton, que se inspirou na esposa do diretor, Eleanor Coppola, para construir o personagem de Kay Adams.


Para acompanhar as lendárias mortes, que eram cinematograficamente sofisticadas, Coppola usou uma trilha sonora inesquecível e que resgatava os melhores títulos de Nino Rota no cinema italiano. A fotografia, assinada por Gordon Willis, também se destacou na composição do filme.


"O Poderoso Chefão", além de ser artisticamente impecável e socialmente influente, continua sendo o mais pontuado na "bíblia on-line do cinema", o site Internet Movie Data Base (www.imdb.com), e se transformou rentabilíssimo economicamente.

Na época, o orçamento do filme contou com US$ 6 milhões, mas o filme arrecadou mais de US$ 230 milhões no mercado internacional depois de seu estreia, no dia 15 de março de 1972. A rentável bilheteria se tornou um recorde e conseguiu desbancar a marca do filme "E o Vento Levou".

É claro que esse sucesso inicial supôs o princípio de uma histórica trilogia, que para muitos continuou com um filme ainda melhor, "O Poderoso Chefão: Parte II". A série foi encerrada já nos anos 90 com "O Poderoso Chefão: Parte III".





Apollonia Vitelli-Corleone é uma personagem de ficcção do romance de Mario Puzo, The Godfather. Foi interpretada pela atriz Simonetta Stefanelli na adaptação cinematográfica de Francis Ford Coppola.






Apollonia, uma moça de 17 anos que mora na Sicília, conhece Michael Corleone logo depois que ele chega na Sicília. Uma cena humorística resulta quando Michael e seus guarda-costas consultam Signore Vitelli, um taberneiro local, para identificar a moça por qual Michael está apaixonado, descrevendo-a como uma mulher de características gregas e usando um vestido roxo e arco de cabelo rosa. 




Vitelli diz com raiva que não a conhece, então deixa a sua mesa de repente, frustrado e indignado. O guarda-costas de Michael percebe que ela é filha do próprio Signore Vitelli e tenta fugir, mas Michael, falando através de seu guarda-costas de confiança e intérprete Fabrizio, ganha o respeito de Signore Vitelli, apresentando-se e pedindo desculpas por qualquer ofensa que ele tenha feito. 




Ele então pede para visitar a moça e recebe permissão de Signore Vitelli para ver Apollonia sob a vigilância de sua família.


Depois de um breve namoro, eles se casam, mas Apolônia, ao tentar mostrar a Michael que ela aprendeu sozinha a dirigir o carro dele (um Alfa Romeo), é morta por uma bomba destinada a seu marido. O ataque foi obra de Fabrizio, que tinha traído a Michael Corleone em favor dos inimigos da família em Nova York. 




No livro, ela está grávida no momento da sua morte. A explosão é forte o suficiente para jogar Michael para longe e deixá-lo inconsciente por uma semana.


A vingança de Michael


No romance, Michael vinga a morte Apollonia Corleone. Fabrizio se encontra trabalhando uma pizzaria em Buffalo, Nova York. Ele leva um tiro no peito, disparado por um assassino que entra na pizzaria. O assassino então diz a ele: "Michael Corleone manda lembranças", antes de disparar contra ele novamente na cabeça. 




Em uma cena deletada do filme, Michael mata Fabrizio com uma explosão semelhante à que matou Apollonia.

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