segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Rituais satânicos. Massacre de animnais. na Rua Mantiqueira Vila Mariana,




Na casa  , os policiais encontraram mais sacos e sedativos, que eram dados aos animais antes de matá-los. A maioria tinha o sangue retirado pela mulher, suspeita de realizar rituais satânicos.













Dalva Lina da Silva,  foi detida na madrugada desta sexta-feira (13) na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, suspeita de maus-tratos a animais domésticos, de acordo com o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).


Segundo o DPPC,  Dalva Lina da Silva  teria matado e colocado em sacos plásticos cerca de 33 cães e gatos na madrugada desta sexta. A Polícia Militar (PM) recebeu as denúncias de maus-tratos e deteve a suspeita.


Os animais foram encontrados em sacos de lixo em frente à casa da suspeita, Dalva Lina da Silva  de 43 anos. Na garagem, havia diversas gaiolas para transporte de animais.


Um grupo de protetores de animais desconfiou da mulher Dalva Lina da Silva , pois ela adotava um grande número de gatos e cachorros, e contratou um detetive particular para investigar o que ela fazia com os bichos. O detetive acompanhou a rotina de Dalva Lina da Silva durante 20 dias. Na noite desta quinta, viu a mulher jogando os animais mortos no lixo e chamou a polícia.


No carro dela foram encontradas caixas de sedativos. Segundo a PM,  Dalva Lina da Silva  falou que usava os remédios para sedar os animais, para que eles não sentissem dor. O advogado  de Dalva Lina da Silva  disse que ela adotava os animais para cuidar, mas que alguns acabavam morrendo. Ele também afirmou que alguns animais eram sacrificados para evitar sofrimento.


Ainda de acordo com o DPPC,  Dalva Lina da Silva  se passava por dona de uma ONG que adotava animais. O DPPC vai fazer um termo circunstanciado e a suspeita não ficará presa.


Dalva Lina da Silva de  43 anos  detida na noite desta quinta-feira (12) por suspeita de matar 39 cães e gatos e de abandonar seus corpos na calçada foi liberada no início da manhã desta sexta-feira (13) do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), no Centro de São Paulo, onde o caso foi registrado. Segundo a Polícia Civil,  Dalva Lina da Silva  foi liberada porque o caso é considerado de menor potencial ofensivo. À polícia, Dalva Lina da Silva, de  43 anos , assumiu a responsabilidade por apenas cinco animais – ela afirmou os recebeu doentes e tentou tratá-los. Como não obteve sucesso, aplicou anestésico para que eles morressem sem dor.


Durante a madrugada, a polícia informou que foram encontrados os corpos de 33 animais na calçada de uma casa da Rua Mantiqueira, na Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo. Por volta das 10h30, a ONG "Adote um gatinho" foi até o local para retirar os corpos e, numa nova contagem, verificou-se que eram 39 cadáveres - quatro cachorros e 35 gatos.


Dalva Lina da Silva foi detida depois que um grupo de protetores de animais contratou um detetive particular para investigá-la. Segundo o advogado Rodrigo Carneiro, da ONG Adote um Gatinho, pessoas da área desconfiavam há anos da  Dalva Lina da Silva , que recebia diversos animais de rua.


"Só no ano passado temos uma estimativa de que ela recebeu 150 animais. Sabemos que cuidar de animais de rua é caro, e esses animais desapareciam. Ficamos desconfiados e resolvemos investigar", disse ele nesta manhã.


Na noite de quinta, o detetive viu  Dalva Lina da Silva  colocando pacotes na calçada de uma casa próxima, na Vila Mariana. Ao verificar os pacotes, verificou que se tratavam de corpos de animais. Ele contatou os protetores, que chamaram a Polícia Militar. A PM encontrou 33 corpos de gatos e cachorros enrolados em jornais. Eles procuraram  Dalva Lina da Silva , que permitiu a entrada dos policiais em sua casa. No imóvel, foram encontrados 11 gatos, aparentemente em boas condições de saúde, além de caixas de anestésicos.


O caso foi encaminhado para o DPPC. Na delegacia,  Dalva Lina da Silva  afirmou que há 13 anos resolveu, por conta própria, cuidar de animais de rua.  Dalva Lina da Silva  também disse que um abrigo de Diadema, no ABC, encaminhava animais doentes para que ela cuidasse.


"Ela disse que tentava conduzir os animais para ONGs, e era negado", disse o delegado Wilson Correia Silva, da divisão de crimes contra o meio ambiente. " Dalva Lina da Silva  admitiu que levou cinco animais a óbito, que segundo ela não estavam respondendo ao tratamento.  Dalva Lina da Silva  decidiu sacrificá-los, a aplicava anestésico. Os demais  Dalva Lina da Silva  disse não saber como morreram, afirmou que não estavam sob seu cuidado."


O delegado informou que será instaurado um inquérito para investigar o caso e que irá requisitar as imagens que o investigador particular afirmou ter das ações da suspeita. Os protetores de animais que contrataram o detetive também serão ouvidos.


Recolhimento de animais


A polícia determinou que os gatos que foram encontrados dentro da casa ainda vivos fossem recolhidos pela ONG "Adote um gatinho" – entretanto, o advogado da instituição afirmou que nesta manhã a casa estava fechada e não foi possível recolher os animais. "A PM preservou o local a noite inteira e há indícios de que haja alguém dentro, mas ninguém atende", afirmou. O delegado Silva informou que deslocará uma equipe ao local para tentar resolver o problema.


O advogado da suspeita, Martim Lopes Martinez, confirmou a versão dada por ela à polícia. "Segundo ela, ela recebe cães e gatos doentes, de rua, e tenta tratá-los. Os que não conseguem sobreviver ela dá uma anestesia para que eles não sofram. Ela disse que ligava para várias instituições pedindo ajuda, mas isso era sempre negado", afirmou o defensor. De acordo com ele,  Dalva Lina da Silva  é viúva vive na casa com as filhas de 22 e 5 anos, e não trabalha – ela vive de uma pensão deixada pelo marido.


Por volta das 10h30, a polícia  retirou os gatos que ainda estão na casa de  Dalva Lina da Silva . O advogado, porém, não atendeu as ligações.


Segundo a veterinária Beatriz Mattes, da ONG, a maioria dos animais mortos eram filhotes, com idade entre 1 e 2 meses. Os corpos serão encaminhados necrópsia. Segundo ela, um dos animais mortos tinha marca de injeção no coração. Beatriz suspeita que  Dalva Lina da Silva  tenha injetado cloreto de potássio - o produto foi encontrado pela polícia dentro da casa da mulher.


Ainda segundo a veterinária, os corpos foram encontrados com "aparência estranha". "Todos estavam em posições que definharam, encolhidos, todos defecados. Nunca vi uma cena tão feia em toda a minha vida".


Por volta das 11h, policiais civis foram até a casa da Rua Mantiqueira para intimar  Dalva Lina da Silva  a depor novamente.

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